CPI da Covid

Fábio Faria manda e apaga mensagem a Mandetta com pergunta de senador da base

Parlamentar Ciro Nogueira (PP/PI) questionou o ex-ministro sobre a recomendação de ficar em casa e não ir ao hospital nos primeiros sintomas da covid-19. Recomendação mudou na gestão Pazuello

Bruna Lima
Renato Souza
postado em 04/05/2021 15:28 / atualizado em 04/05/2021 15:28
 (crédito: Edilson Rodrigues/ Agência Senado)
(crédito: Edilson Rodrigues/ Agência Senado)

Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta revelou ter recebido do atual ministro das Comunicações, Fábio Faria, a mesma pergunta feita pelo senador da base Ciro Nogueira (PP/PI) durante as oitivas desta terça-feira (4/5).

Na sessão, o parlamentar questionou a orientação do Ministério da Saúde à população para permanecer em casa mesmo com sintomas leves de covid-19. “O que levou a recomendação de que as pessoas não procurassem tratamento médico e ficassem em casa?”, questionou Nogueira.

Ao responder, Mandetta fez questão de ressaltar que o "amigo" Fábio Faria também havia enviado, pelas redes sociais, a dúvida. “Ontem (segunda-feira) eu recebi essa pergunta, exatamente nessa íntegra, do Fábio Faria. Quando eu ia responder, ele apagou a mensagem. Então, eu vou responder para o senhor e para meu amigo Fábio”, disse.

Na justificativa do ex-ministro, o primeiro do governo Bolsonaro a atuar no enfrentamento à pandemia, a intenção não era a de desassistir, mas permitir o acesso pela atenção primária, com monitoramento ativo dos pacientes e contactantes, inclusive por meio da telemedicina.

"Só fui no que eu tinha em cima da minha mão, da mesa, o que é ciência, o que está na OMS (Organização Mundial da Saúde), preserva vida, o que pode-se fazer pelo SUS (Sistema Único de Saúde)”, defendeu-se.

Também partindo de dentro da secretaria do Planalto, 14 requerimentos nos nomes dos senadores Jorginho Mello (PL-SC) e Ciro Nogueira foram protocolados para integrar o plano de trabalho. São basicamente convites para ouvir especialistas que apoiam o uso da cloroquina e são contra as medidas rígidas de circulação, além de audiências públicas.


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