COVID-19

Bolsonaro nega ser charlatão ao incentivar cloroquina: "Eu dei uma alternativa"

"O que foi que eu fiz: eu busquei maneira de atender ao povo. Mas não eu, capitão; o presidente Jair Bolsonaro, junto com médicos, junto com embaixadores pelo mundo afora que nós temos. Não é que sou o charlatão, o curandeiro, nem inventei nada", alegou durante entrevista nesta terça-feira (17/8)

Ingrid Soares
postado em 17/08/2021 11:14
 (crédito: Marcos Correa/PR)
(crédito: Marcos Correa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro negou, nesta terça-feira (17/8) ser “charlatão” ao incentivar o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19, em especial ivermectina e cloroquina, durante a pandemia. O mandatário rebateu afirmando que apenas “deu uma alternativa” no combate à doença.

“O que foi que eu fiz: eu busquei maneira de atender ao povo. Mas não eu, capitão; o presidente Jair Bolsonaro, junto com médicos, junto com embaixadores pelo mundo afora que nós temos. Não é que sou o charlatão, o curandeiro, nem inventei nada. Eu dei uma alternativa”, alegou durante entrevista à Rádio Capital Notícia Cuiabá, Mato Grosso.

“Você pode ver: a grande quantidade de medicamentos descobertos no Brasil são por acaso. Até a questão da disfunção erétil. Por acaso, descobriu-se aquilo que chamou-se depois de Viagra. Tem um montão de velhos aí tendo filhos”, acrescentou.

Na semana passada, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19 afirmou que avalia propor o indiciamento do presidente e de outros agentes públicos por curandeirismo pela condução de ações no âmbito da pandemia e outras tipificações, como crime de pandemia. A questão está sendo estudada pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL).

CoronaVac

Bolsonaro também repetiu ataques à vacina CoronaVac, colocando em dúvida sua eficácia. A imunização não impede que a pessoa contraia o vírus, mas reduz os riscos de que desenvolva formas mais graves da doença. Segundo especialistas, nenhuma vacina é 100% eficaz contra doenças, o que inclui imunizantes utilizados há décadas, como vacinas contra sarampo, catapora e gripe. O objetivo é garantir que o sistema imunológico seja exposto ao vírus de forma segura. Além disso, mesmo após as duas doses das vacinas, é necessário manter os cuidados preventivos contra a covid-19.

“Olha o que está acontecendo com a CoronaVac, ninguém tem coragem de falar. Gente que tomou duas doses foi infectado e está morrendo. Mas por que está morrendo? Porque acreditou nas palavras do governador de São Paulo (João Doria). Ele tuitou dizendo o seguinte: 'Quem tomar as duas doses da CoronaVac, se for infectado, jamais morrerá'. E a pessoa fica em casa, né? 'Eu tomei as duas doses e não vou morrer', e acaba morrendo. O que eu recomendo? Procure um médico. Se ele receitar o tratamento precoce, faça. Mesmo você tendo sido vacinado duas vezes”, recomendou.

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