CLIMA

Estados terão consórcio para cuidar de projetos sobre o meio ambiente

Objetivo da iniciativa anunciada no Fórum Nacional dos Governadores, nesta segunda-feira (23/8), em Brasília, é cumprir metas do Acordo de Paris. Brasil registra recorde de desmatamento

Luana Patriolino
postado em 23/08/2021 16:29
 (crédito: Ed Alves/D.A Press)
(crédito: Ed Alves/D.A Press)

O cuidado com o meio ambiente foi um dos primeiros temas tratados pelos representantes dos estados no Fórum Nacional dos Governadores, nesta segunda-feira (23/8), em Brasília. Como medida de atenção ao clima, o grupo aprovou a criação de consórcio entre as 27 unidades da Federação para administrar uma carteira de projetos de investimentos na área.

“Já apresentado pelas cinco regiões do país, (o consórcio) leva em conta todos os biomas do Brasil e vai tratar de investimentos nessa área de resíduos sólidos, universalização de água, cuidar das ciclovias, tratar a ida do lixo e a parte de esgotamento”, afirmou o governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

Dias afirmou que a meta é cumprir o Acordo de Paris — tratado no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. “O objetivo é ter uma gestão competente, capaz de trabalhar captação de recursos, recursos dos estados, do Brasil, captados dentro e fora do país, do setor privado. Tudo isso para um plano em que o Brasil possa contribuir na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. É o nosso compromisso com o Acordo de Paris”, garantiu.

Em meio a tensão entre os Poderes, o Fórum Nacional de Governadores se reuniu nesta segunda-feira para discutir a atual conjuntura política e econômica, além da defesa da democracia. O coordenador do evento é o governador Wellington Dias. O anfitrião da reunião foi o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). Apenas os governadores de Tocantins, Mauro Carlesse, e do Amazonas, Wilson Lima, não participaram do encontro.

Questão preocupante

O Brasil registra cada vez mais recordes de desmatamentos. De acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a Amazônia Legal perdeu 10.476 km² de floresta entre agosto de 2020 e julho de 2021, meses em que se mede a temporada do desmatamento. A taxa é 57% maior do que aquela registrada na temporada passada, além de ser a pior dos últimos 10 anos.

Apenas em julho, o órgão aponta que foram desmatados 2.095 km² da floresta, uma área maior que a capital de São Paulo, o pior dado para o mês de julho já registrado nesta década. Cerca de 63% do total desmatado ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse.

No governo Bolsonaro o tema é ainda mais sensível. Com pouca atuação na área, o país não conseguirá nem mesmo cumprir a meta prevista para a redução do desmatamento na Amazônia. Neste mês, o vice-presidente Hamilton Mourão admitiu que a diminuição do desmate deve ficar na faixa de 4% a 5%, e não em 10%, como calculara.

 

 

 

 

 

 

 


 

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