Impeachment

ACM Neto diz que para DEM não há clima político para impeachment

Presidente da legenda afirma que aliança entre Arthur Lira, Mourão e Bolsonaro afasta possibilidade de abertura do processo na Câmara

Cristiane Noberto
postado em 14/09/2021 12:02 / atualizado em 14/09/2021 12:04
 (crédito: Alan Santos/PR)
(crédito: Alan Santos/PR)

A carta de recuo do presidente Jair Bolsonaro divulgada na semana passada causou tanto alívio no meio político que afastou algumas das possibilidades de abertura de processo de impeachment do mandatário. Alguns partidos, inclusive, não discutem mais sobre o tema. A aliança entre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o vice-presidente da República Hamilton Mourão e o chefe do Executivo dificulta mais ainda o trâmite do processo.

A avaliação é de ACM Neto, presidente nacional do Democratas, que participou do Macro Day 2021, evento promovido pelo BTG Pactual, nesta terça-feira (14/9). “Não há hoje clima político no país para impeachment. É absolutamente infrutífera [a possibilidade] e não dará resultados. O presidente da Câmara é aliado e até hoje tem mostrado lealdade com o governo. O vice-presidente estava ao lado [de Bolsonaro] nas manifestações. Então, quando os dois apoiam o presidente, não vejo essa possibilidade [de impeachment]”, disse.

Segundo o ex-prefeito de Salvador, o impeachment não tem efeito prático. “A nossa posição é defender a democracia e não alimentar o debate do impeachment, porque não tem resultado concreto, não vai adiante. Muito melhor seria construir uma agenda para o país para que o Congresso não fique até 2023 esperando governo. Acho que poderíamos dar outra construção para o país enquanto isso. Temos de responder aos problemas reais que as pessoas estão vivendo”, afirmou.

Neto ainda destacou que, no momento atual, “tudo tem a ver com economia”. De acordo com o presidente do DEM, levando em consideração os indicadores mostrados pelo Boletim Focus na segunda-feira (13), no qual o mercado prevê baixo crescimento, inflação alta e aumento na Selic, a economia não será uma mola propulsora para Bolsonaro. “Mas isso não significa que ele não vá se reeleger”.

O Macro Day ainda contou com a presença dos presidentes nacionais do PSD, PT e PSDB.

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