CPI da Covid

Advogada confirma que certidão de óbito da mãe de Luciano Hang foi alterada

Bruna Morato representa 12 médicos da Prevent Senior

Ana Mendonça - Estado de Minas
postado em 28/09/2021 17:29 / atualizado em 28/09/2021 18:18
 (crédito: Redes Sociais/Reprodução)
(crédito: Redes Sociais/Reprodução)

A advogada Bruna Morato, que representa 12 médicos da Prevent Senior, afirmou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, nesta terça-feira (28/9), que a certidão de óbito da mãe do empresário Luciano Hang, Regina Hang, foi alterada.

De acordo com ela, a mãe do empresário bolsonarista foi submetida ao uso do 'kit COVI'. Hang negou essa informação em vídeo onde ele lamentou a morte da mãe.

"A causa do óbito da senhora Regina é desassociada da informação. Ela morre de falência múltipla dos órgãos, segundo o atestado de óbito, decorrente de um choque hemorrágico. Contudo, a evolução do prontuário mostra que ela foi internada por COVID”, disse. “Até o final, todas as doenças que ela teve decorrentes da internação estão relacionadas à COVID, o que infringe a determinação do Ministério da Saúde em informar a ocorrência desse fato em documentos públicos", afirmou.

 O prontuário médico da mãe do empresário bolsonarista afirma que ela morreu em consequência de uma pneumonia bacteriana e não cita a COVID-19, motivo pelo qual foi internada na unidade hospitalar Sancta Maggiore (em São Paulo), como causa da morte.

O dia da CPI

A advogada Bruna Morato, representante dos médicos que elaboraram um dossiê de denúncias contra a Prevent Senior, depõe nesta terça-feira (28/9) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, instalada pelo Senado.

O documento aponta que a operadora de planos de saúde ocultava mortes em um estudo com medicamentos sem eficácia contra o coronavírus, como a hidroxicloroquina.

Os 15 médicos que fizeram a acusação trabalharam na Prevent Senior. Segundo eles, nove pacientes morreram, mas a pesquisa relata que foram apenas dois casos. Além disso, também dizem que foram coagidos a receitar remédios do chamado “Kit-COVID", sem consentimento de pacientes e familiares.

Senadores ainda buscam investigar se esses estudos teriam sido usados pelo Ministério da Saúde por meio do "gabinete paralelo” do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O requerimento de convocação de Bruna Morato foi apresentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE). Ela deve esclarecer hoje os detalhes do material aos parlamentares.

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