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Mourão: 'O presidente compreende que tem minha lealdade, não precisa temer'

Após Hamilton Mourão dar algumas declarações contraditórias ao presidente, ele afirma que a relação com o mandatário é tranquila e leal, além de entender o "sentido" das suas palavras

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), em entrevista nesta quarta-feira (17/11), afirmou que a relação dele com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é direta e de lealdade. Ao ser questionado pela falta de diálogo entre eles em eventos públicos, o vice explicou que é uma questão de educação, pois considera “um desprestígio” com a pessoa, em questão, que está sendo homenageada.

“Temos uma relação muito clara e tranquila, tivemos alguns atritos, em alguns momentos, isso é normal, não vejo problema nisso. O presidente compreende perfeitamente que tem a minha lealdade, não precisa temer nada de mim. Com todas as crises que foram vividas, acredito que se fosse um político de outra estirpe, eu teria negociado, ali dentro do Congresso, o impeachment do presidente. Como não sou, ele sabe que tem essa situação tranquila”, disse em entrevista ao Portal UOL Notícias.

Em relação às últimas declarações de Mourão – as quais tem sido contrárias às opiniões do presidente - ele assegurou que Bolsonaro ficou bravo no passado, mas agora entendeu “qual é o sentido das suas declarações”.

Oposição nas eleições

Para o vice-presidente, Sérgio Moro (Podemos) é a principal opção da terceira via até o momento. A abertura de espaço no campo política, junto ao histórico como juiz à frente da Lava-Jato é, na opinião da autoridade, o ponto forte para a candidatura. Porém, Mourão destaca que o oponente terá que conquistar a massa.

“Ele tem luz própria, é alguém que conquistou uma parcela da população brasileira pela atuação como juiz, principalmente com o caso do Petrolão. Tem esse espaço no campo político. Vejo ele como principal candidato da terceira via, mas vai depender dele conseguir empolgar a massa. Tenho certeza que ele empolga uma parcela esclarecida da população, mas hoje quem empolga a massa, na minha visão, são duas pessoas: Bolsonaro e Lula”, pontuou o vice-presidente.

 

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