MANIFESTAÇÃO

Servidores marcam protestos nesta terça-feira por reajuste de até 28%

Pelo menos 29 categorias devem participar do ato para pressionar o presidente Jair Bolsonaro a incluir servidores no Orçamento de 2022

Luana Patriolino
postado em 17/01/2022 22:06
A pressão sobre o presidente aumentará -  (crédito:  Reuters)
A pressão sobre o presidente aumentará - (crédito: Reuters)

Em busca de reajuste, entidades de servidores públicos anunciaram que vão protestar nesta terça-feira (18/1). O movimento cobra aumento de até 28,15% e ganhou força após o presidente Jair Bolsonaro prometer verba apenas para policiais.

Cada ponto percentual, de acordo com estimativa do Ministério da Economia, custa aos cofres públicos um aumento de R$ 3 bilhões. O montante reivindicado, caso seja obtido, seria de R$ 84,45 bilhões. No entanto, o Orçamento de 2022 prevê apenas R$ 1,7 bilhão.

Os atos foram inicialmente convocados pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que reúne grupos de auditores fiscais da Receita, servidores do Banco Central, diplomatas e outros. A mobilização também recebe o reforço do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), que representa leque mais amplo de carreiras, inclusive aquelas com menores salários, e vai participar do ato.

As manifestações estão marcadas para começar às 10h desta terça na frente da sede do Banco Central e às 14h na frente do Ministério da Economia. O Fonacate espera participação de ao menos 29 categorias, segundo levantamento atualizado na noite desta segunda-feira (17/1).

Entenda

Bolsonaro assegurou um valor de R$ 1,9 bilhão para a correção dos salários dos policiais federais (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Departamento Penitenciário) por meio do Orçamento de 2022. O gesto é interpretado como bandeira na campanha à reeleição. A medida tem irritado outras frentes — que cobram reajustes há anos.

O relator-geral do Orçamento de 2022, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), informou que o reajuste dos policiais federais foi um pedido expresso do presidente. A mudança contempla 45 mil pessoas. Na outra ponta, 1 milhão de funcionários públicos são ignorados pelo presidente.

 

 

 

 

 

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