CRISE

Bolsonaro: "Inflação alimentar terá que ser convivida por longo tempo"

Bolsonaro também apontou que, "em poucos anos", o Brasil passará a ser autossuficiente em trigo e passará a exportar o equivalente a duas vezes o consumo de trigo no país

Ingrid Soares
postado em 13/04/2022 19:55
Bolsonaro citou ainda um projeto no Nordeste de geração de energia por torres eólicas equivalente
Bolsonaro citou ainda um projeto no Nordeste de geração de energia por torres eólicas equivalente "a no mínimo 50 Itaipus" - (crédito: Reprodução/Youtube)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (13/04) que a população terá que conviver "por um longo tempo ainda" com a inflação nos alimentos. O chefe do Executivo responsabilizou a guerra no Leste Europeu. A declaração ocorreu durante evento de lançamento do Recicla+ e do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, ocorrido no Palácio do Planalto.

“Hoje, aproximadamente 4% do trigo consumido no Brasil vem de fora. A gente acompanha os problemas a 10 mil km de distância. A Ucrânia é um grande país exportador de trigo e isso terá um repique na inflação do mundo todo. Pelo que se tem demonstrado, a inflação na questão alimentar terá que ser convivida por um longo tempo ainda. E o mundo cada vez mais, consome mais levando-se em conta inclusive que se cresce um pouco mais de 50 milhões de habitantes todo ano. No planeta terra nos aproximamos de 8 bi de habitantes”.

Presidente indica potência de produção brasileiro

Bolsonaro também apontou que, "em poucos anos", o Brasil passará a ser autossuficiente em trigo e passará a exportar o equivalente a duas vezes o consumo de trigo no país.

“O Brasil já tem tecnologia desenvolvida pela Embrapa que foi potencializada a partir de 2019 onde regiões como por exemplo, o leste da Bahia, o nosso cerrado, Roraima também, uma área enorme já em condições de começar a produzir trigo. Soma-se a região Sul e parte do Centro-Oeste e nós, então, passaremos a ser, em poucos anos, autossuficientes em trigo e também poderemos exportar o equivalente a duas vezes o consumo de trigo no Brasil. Esse é o país do presente. Não se fala mais em país do futuro. E é um país que começou a mudar para valer com a nossa chegada ao governo, com a escolha de ministros técnicos, sem pressão política para ocupar cargos estratégicos como bancos e estatais”, alegou.

O presidente ainda errou ao dizer que a inflação nos Estados Unidos, na média de 8,5% nos últimos 12 meses, seria maior que a do Brasil, que foi de 11,3%.

“O Brasil é um país que, na economia, tem se despontado como um daqueles que menos sofreu perante o mundo. Aqui não se tem notícia de escassez de alimentos. Países outros, além de uma inflação muito maior do que a ocorrida no Brasil, como por exemplo, Estados Unidos, 8,5%, já existe desabastecimento de alguns produtos”.

No evento, o presidente ainda cumprimentou embaixadores presentes como o da África do Sul, Arábia Saudita, Canadá, Índia, Itália, Japão, Marrocos, Suíça, UE e Uruguai, além dos Encarregados de Negócios dos EUA e de Portugal.

“Isso mostra o interesse que eles têm no Brasil e obviamente, grande parte, a confiança em nossa política. E eles preferem, obviamente, fazer negócios com um país livre e democrático, um país que respeite os seus contratos e pode oferecer segurança jurídica, alimentar e energética. O Brasil pode garantir isso para si e para uma parte considerável do mundo, por isso o interesse dos embaixadores que representam o seu país aqui no Brasil”, completou.

Bolsonaro citou ainda um projeto no Nordeste de geração de energia por torres eólicas equivalente “a no mínimo 50 Itaipus”.

“E não é a primeira vez que um grupo considerável de embaixadores vem a eventos aqui. Quando se fala em segurança energética, já praticamente concluído o planejamento, saindo da prancheta, o nosso Nordeste tem condições de, em poucos anos, gerar energia por torres eólicas o equivalente a no mínimo 50 Itaipus. Isso é fantástico, Itaipu representa um pouco menos de 10% do consumo nacional. Agora, dessa geração de energia, dessas 50 Itaipu sairá o hidrogênio verde, é a energia do futuro”, concluiu.

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