Eleições

Fachin pede respeito às eleições após crise entre Barroso e militares

Presidente do TSE, ministrro Edson Fachin faz pedido de "paz" e "segurança" ao processo eleitoral brasileiro

Raphael Felice
postado em 25/04/2022 18:42 / atualizado em 25/04/2022 18:44
 (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, pediu "paz", "respeito" e "segurança" ao processo eleitoral de outubro durante reunião da Comissão de Transparência das Eleições nesta segunda-feira (25/4). A reunião contou com a presença de um dos integrantes das Forças Armadas que fazem parte do colegiado, o general Heber Garcia. Também participaram nomes do Congresso, de universidades e da sociedade civil.

“Conclamo a Vossas Senhorias, integrantes da Comissão de Transparência Eleitoral, a associarmo-nos à defesa de paz, segurança e do respeito às eleições como condição de possibilidade do estado democrático de direito e de uma sociedade livre, justa e solidária”, disse Fachin.

O magistrado afirmou também que a Corte eleitoral caminha a "passos firmes" para cumprir sua missão de diplomar candidatos eleitos nas eleições de outubro e demais eleições posteriores.

"O TSE avança com passos firmes em direção ao cumprimento da sua missão de diplomar as eleitas e eleitos das futuras eleições gerais, não apenas porque fazemos bom uso de recursos tecnológicos”, afirmou Fachin.

Crise

A fala do presidente do TSE ocorre um dia após as tensões envolvendo integrantes das Forças Armadas (FAs) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. O membro da Corte Suprema e antecessor de Fachin no TSE apontou haver uma orientação das FAs para atacar as eleições.

A declaração de Barroso, ocorrida no domingo (24), durante o Brazil Summit Europe 2022, seminário promovido pela universidade alemã Hertie School, de Berlim, teve reação imediata na caserna. O general Paulo Sérgio de Oliveira, ministro da Defesa, definiu a fala do ministro como uma "ofensa grave aos militares" e "irresponsável".

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