ELEIÇÕES 2022

Ministro da Defesa rebate Barroso: "Ofensa grave a instituições"

O general repudiou as falas do ministro do STF Luís Roberto Barroso sobre a intenção política em usar as Forças Armadas para atacar o processo eleitoral brasileiro

Cristiane Noberto
postado em 24/04/2022 23:04 / atualizado em 24/04/2022 23:05
 (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
(crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio, repudiou as falas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso sobre a intenção política em usar as Forças Armadas para atacar o processo eleitoral brasileiro. O magistrado falou neste domingo (24/4) em videoconferência, durante o Brazil Summit Europe 2022.

“Afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é irresponsável e constitui-se em ofensa grave a essas Instituições Nacionais Permanentes do Estado Brasileiro. Além disso, afeta a ética, a harmonia e o respeito entre as instituições”, afirmou o militar.

Paulo Sérgio ainda destacou que as Forças Armadas foram convidadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a participar da Comissão de Transparência das Eleições (CTE) com o intuito de apresentar “propostas colaborativas, plausíveis e exequíveis” “em acurado estudo técnico realizado por uma equipe de especialistas, para aprimorar a segurança e a transparência do sistema eleitoral”.

Barroso afirmou nesta manhã, mesmo sem citar o presidente Jair Bolsonaro, que as Forças Armadas têm sido usadas politicamente. Segundo ele, desfiles de tanques têm, na verdade, “intenção intimidatória”. O ministro do Supremo ainda apontou que, desde 1996, “não tem nenhum episódio de fraude” e, até então, as eleições foram “totalmente limpas e seguras”.

“Agora, vai pretender usar as Forças Armadas para atacar. Gentilmente convidadas para participar do processo, estão sendo orientadas para atacar o processo e tentar desacreditá-lo. Isso seria uma tragédia para a democracia, isso teria uma tragédia para as forças armadas que demoraram três décadas para se desvencilhar. (...) Não é comum isso", afirmou.

O general ainda destacou que o papel das Forças Armadas é servir ao povo brasileiro e ao país, bem como contribuir para o desenvolvimento nacional.

“Por fim, cabe destacar que as Forças Armadas contam com a ampla confiança da sociedade, rotineiramente demonstrada em sucessivas pesquisas e no contato direto e regular com a população. Assim, o prestígio das Forças Armadas não é algo momentâneo ou recente, ele advém da indissolúvel relação de confiança com o Povo brasileiro, construída junto com a própria formação do Brasil”, finalizou.

 

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