Eleições 2022

Ciro Gomes: Primeira ação será "restaurar a autoridade da presidência"

O pré-candidato pelo PDT criticou reeleição e defendeu "restaurar a autoridade da presidência da República

Victor Correia
postado em 08/05/2022 21:54
O ex-ministro da Fazenda também criticou a reeleição, afirmando que o mecanismo acaba
O ex-ministro da Fazenda também criticou a reeleição, afirmando que o mecanismo acaba "travando o êxito de qualquer presidente" - (crédito: Reprodução/Twitter)

O pré-candidato ao Planalto pelo PDT, Ciro Gomes, disse neste domingo (8/5) que sua primeira providência, caso eleito, será "restaurar a autoridade da presidência da República". Ele criticou ainda a reeleição e a polarização entre o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Eu eleito, minha primeira providência será restaurar a autoridade da presidência da República, que está destruída. Sem autoridade, não autoritarismo, autoridade. Ter exemplo, impor autoridade aos limites da Constituição aos demais órgãos do estado nacional brasileiro, consertar a baderna institucional que nosso país está mergulhado”, disse Ciro em entrevista ao programa Canal livre, da TV Band. 

O ex-ministro da Fazenda também criticou a reeleição, afirmando que o mecanismo acaba "travando o êxito de qualquer presidente", já que opositores e mesmo aliados trabalham para "não deixar você acertar a mão". Em falas anteriores, Ciro já defendeu que, se eleito, não disputará a reeleição.

"Eu vou propor concretamente o que penso fazer, de onde vem o dinheiro, quanto custa para fazer aquilo que pretendo fazer. Eu vou fazer anunciar metas e o Brasil vai ser uma Espanha em 30 anos com metas intermediárias de 5 em 5 anos em todos os setores da vida brasileira”, afirmou.

Estagnação econômica

Em relação à crise econômica, Ciro apontou que é a primeira vez em 120 anos que o Brasil fica uma década sem crescimento. O presidenciável defende que o problema é com o modelo econômico do país, e com a "forma como organizou a institucionalidade fiscal brasileira". 

"Não é possível que a gente imagine que o que está errado no Brasil porque tinha um manual de fazer certo e os caras de Brasília são tão salafrários que fazem tudo errado de propósito. Não é", apontou o pedetista. "É que o Brasil tem um corte de classe em que cinco pessoas acumulam a renda de 100 milhões brasileiros mais pobres e eles dão as cartas”, argumentou.

Lula "entregou três pontos" para Bolsonaro

Ciro voltou ainda a criticar a polarização entre Lula e Bolsonaro. Ele admitiu que há maior evidência entre um presidente que está no cargo e com um ex-presidente que participa de todas as eleições presidenciais "como candidato ou colocando um preposto" desde 1989.

"Mas deixe dizer, entretanto, porque recuso essa simplificação. Não é me queixando, é porque ela não responde de fato sobre o que represento ou tento representar na dinâmica brasileira”, disse. Ele ainda criticou o presidente Lula por ter tratado sobre aborto em discurso recente, afirmando que a sociedade brasileira é religiosa e trata o tema como tabu. Ciro ainda disse que a polêmica "entregou três pontos para o Bolsonaro" nas pesquisas eleitorais.

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