INVESTIGAÇÃO

PCO é ouvido pela Polícia Federal na tarde desta terça-feira

Partido fez ataques antidemocráticos nas redes sociais. Ministro Alexandre de Moraes ressaltou que PCO pode estar usando dinheiro público para disseminar notícias falsas na internet

Luana Patriolino
postado em 14/06/2022 17:30 / atualizado em 14/06/2022 17:32
 (crédito: Nelson Jr./SCO/STF)
(crédito: Nelson Jr./SCO/STF)

A Polícia Federal ouve, na tarde desta terça-feira (14/6), o presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta. A sigla foi incluída no inquérito das fake news, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O interrogatório da corporação busca esclarecimentos sobre os ataques feitos nas redes oficiais da legenda contra os integrantes da Corte.

Moraes também chegou a determinar o bloqueio das contas das redes sociais ligadas à sigla. O partido, de extrema-esquerda, acusou a Corte de golpe e chegou a chamar o magistrado de "skinhead". A legenda ainda defendeu a "dissolução" do Supremo — o que seria inconstitucional.

"Em sanha por ditadura, skinhead de toga retalha o direito de expressão, e prepara um novo golpe nas eleições. A repressão aos direitos sempre se voltará contra os trabalhadores! Dissolução do STF", disse o partido.

Outra crítica da sigla foi a ordem de bloqueio ao aplicativo Telegram, que se negava a cumprir medidas judiciais impostas por Alexandre de Moraes. O PCO chamou a decisão de ditadura e disse que a medida se tratava de tentativa de fraude às eleições.

O ministro determinou bloqueio dos perfis do PCO no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube, Telegram e Tiktok. Moraes também mandou que o corregedor-geral eleitoral, ministro Mauro Campbell, fosse oficiado para apurar possível violação à resolução que veda o compartilhamento de fatos inverídicos contra o processo eleitoral.

Na decisão, Moraes disse que há fortes indícios de que a infraestrutura partidária do PCO, partido político que recebe dinheiro público, tenha sido utilizada para impulsionar a propagação das declarações criminosas, por meio dos perfis oficiais da legenda e no portal do próprio partido.

“Portanto, há relevantes indícios da utilização de dinheiro público por parte do presidente de um partido político — no caso, o PCO — para fins meramente ilícitos, quais sejam a disseminação em massa de ataques escancarados e reiterados às instituições democráticas e ao próprio Estado Democrático de Direito, em total desrespeito aos parâmetros constitucionais que protegem a liberdade de expressão”, escreveu o ministro.

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