Eleições 2022

Moraes nega pedido de arquivamento de inquérito sobre vazamento de dados

Em agosto de 2021, Bolsonaro divulgou nas redes sociais a íntegra de um inquérito da PF que apura suposto ataque ao sistema interno do TSE em 2018, informação que, por lei, qualquer servidor público tem obrigação de proteger o sigilo

Rafaela Gonçalves
postado em 05/08/2022 18:02 / atualizado em 05/08/2022 18:03
 (crédito: Nelson Jr./SCO/STF)
(crédito: Nelson Jr./SCO/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou, nesta sexta-feira (5/8), o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para arquivar o inquérito que apura o suposto vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal (PF) pelo presidente Jair Bolsonaro.

O pedido de arquivamento havia sido feito na segunda-feira (1º) pela vice-procuradora, Lindôra Araújo, que reiterou outro pedido de arquivamento do caso, requerido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, em fevereiro deste ano. Ela afirmou que a jurisprudência do STF é clara no sentido de que o pedido de arquivamento feito pela procuradoria deve ser acatado automaticamente por Moraes, relator do inquérito. Além disso, a procuradora afirmou que o ministro determinou diligências após o pedido de arquivamento.

Em agosto de 2021, Bolsonaro divulgou nas redes sociais a íntegra de um inquérito da PF que apura suposto ataque ao sistema interno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018, informação que, por lei, qualquer servidor público tem obrigação de proteger o sigilo. A PF concluiu em relatório que o presidente cometeu crime ao divulgar os documentos, mas decidiu não indiciar o presidente.

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