Novo Governo

Presidente eleito, Lula chega a Brasília para tratar da transição

Ao chegar na cidade Lula foi direto para o hotel em que ficará hospedado e não conversou com a imprensa; Ele cumprirá agenda ao longo do dia na quarta

Camilla Germano
Rafaela Gonçalves
Gabriela Ornelas
postado em 08/11/2022 22:09 / atualizado em 08/11/2022 22:47
 (crédito: Miguel Schincariol / AFP)
(crédito: Miguel Schincariol / AFP)

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou na noite desta terça-feira (8/11) a Brasília para acompanhar a transição do governo de Jair Bolsonaro (PL). O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSD), nomeado coordenador-geral da equipe de transição, já havia antecipado que Lula viria para a capital acompanhar os trâmites.

Como medida de segurança, a assessoria do presidente eleito não divulgou previamente detalhes dos trajetos que Lula faria por avião e o horário exato da chegada a Brasília. No entanto, o presidente embarcou em São Paulo às 19h e chegou em solo brasiliense por volta de 20h40. 

O presidente eleito chegou no aeroporto em que irá ficar hospedado por volta das 21h30. Ele entrou pela garagem, o que já era esperado como medida de segurança, e estava acompanhado de cinco veículos. Ele não conversou com a imprensa ao chegar no local.

Um dos principais compromissos do petista no planalto central será um encontro com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Lula quer negociar uma licença para gastar e cumprir as promessas de campanha. O parlamentar, por sua vez, tenta atrair apoio do PT para a reeleição no comando da Câmara, em 2023, e manter o poder sobre as emendas do orçamento secreto.

Durante à tarde desta terça-feira, a Polícia Federal reforçou a segurança ao redor do hotel em que Lula ficará, e realizou um varredura no perímetro com a presença de cães farejadores com o objetivo garantir que não há risco da presença de explosivos em locais que o petista possa ficar.

Agentes da PF farão parte da equipe de segurança do presidente eleito até 1º de janeiro, quando Lula assume oficialmente. 

Quando foi anunciado coordenador da transição, Alckmin destacou que Lula participará ativamente de reuniões. "O presidente Lula é o presidente, é ele que comanda todo o processo. Ele tirou os dias de merecido descanso, está voltando no domingo e segunda-feira nós já vamos ter um conjunto de reuniões de trabalho para poder avançar na transição”, destacou.

Expectativas para a presença de Lula

Em coletiva de imprensa em frente ao hotel em que Lula está hospedado, Alckmin afirmou que quarta-feira (9/11) novos nomes ainda serão anunciados para a transição de governo. "Amanhã vamos anunciar outros coordenadores dos grupos temáticos", explicou ele.

Alckmin também avisou que, na quarta-feira, as reuniões ainda não ocorrerão no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde será a sede da transição, uma vez que o espaço ainda não está pronto. No entanto, o espaço será usado a partir da quinta-feira (10).

O presidente eleito cumprirá compromissos a partir das 10h, ao lado do presidente de Arthur Lira, na residência oficial do deputado. Os temas da reunião serão as negociações da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da transição, a fim de conseguir espaço no Orçamento 2023 para viabilizar as promessas feitas durante a campanha e deve conversar sobre a disputa pelo comando do Congresso.

A 13h, Lula terá compromisso ao lado do do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em sua residência oficial, onde deve conversar também sobre o Orçamento e eleição interna do Parlamento. 

O petista terá também uma reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) para se encontrar com Rosa Weber, presidente da Corte. Na sequência ele se encontrará com o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Outros compromissos ao lado da presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Maria Thereza de Assis Moura, e com parlamentares da coligação "Brasil da esperança", ao qual Lula se elegeu. 

Como foi a terça-feira de transição

Ao longo do dia, muitas movimentações e reuniões ocorreram para dar segmento à transição de governo. Alckmin anunciou no começo da tarde a estrutura do gabinete de transição governamental.

A Coordenação Executiva será de Floriano Pesaro e a Coordenação de Articulação Política será da presidente do PT, Gleisi Hoffmann. O ex-ministro Aloizio Mercadante recebeu a Coordenação dos Grupos Técnicos e a primeira dama eleita, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, comandará a Coordenação de Organização da Posse.

Outro anuncio feito pelo vice-presidente eleito foi os nomes que ajudarão em dois componentes de dois grupos técnicos: economia e o de assistência social. Foram anunciados para economia André Lara Resende, Guilherme Mello, Nelson Barbosa e Persio Arida e para Assistência Social foram anunciados Simone Tebet, Márcia Lopes, Tereza Campello e André Quintão.

Foram anunciados ainda os representantes dos partidos que compõem, até o momento, o Conselho de Transição Governamental. São eles: PSD, PSB, AGIR, PROS, PT, Avante, SD, PV, PSol, PCdoB, Rede e PDT. 

O governo de transição terá 31 Grupos Técnicos, com até quatro integrantes na coordenação, nas seguinte áreas: agricultura, pecuária e abastecimento; assistência social; centro de governo; cidades; ciência, tecnologia e inovação; comunicações; cultura; defesa; desenvolvimento agrário; desenvolvimento regional; direitos humanos; economia; educação; esporte; igualdade racial; indústria, comércio e serviços; infraestrutura; inteligência estratégica; justiça e segurança pública; meio ambiente; minas e energia; mulheres; pesca; planejamento, orçamento e gestão; povos originários; previdência social; relações exteriores; saúde; trabalho; transparência, integridade e controle; e turismo.

*Com informações da Agência Estado

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