Caribe

Na Guiana, Lula diz querer América do Sul como 'zona de paz'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta quinta (29/2) com o presidente da Guiana, Irfaan Ali. País enfrenta tensão com a Venezuela pela região de Essequibo

A reunião com o presidente guianense ocorreu no Centro de Conferências Arthur Chung, em uma sala recém-lançada e batizada em homenagem a Lula. Na parede, está o retrato oficial do presidente brasileiro. -  (crédito: Ricardo Stuckert)
A reunião com o presidente guianense ocorreu no Centro de Conferências Arthur Chung, em uma sala recém-lançada e batizada em homenagem a Lula. Na parede, está o retrato oficial do presidente brasileiro. - (crédito: Ricardo Stuckert)
postado em 29/02/2024 14:09

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta quinta-feira (29/2) com o presidente da Guiana, Irfaan Ali. O encontro ocorreu em Georgetown, capital guianense, onde Lula está desde ontem (28) para participar de Cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom) e de conversas com outros chefes de Estado.

Em declaração à imprensa após a reunião, Lula disse querer a América do Sul como uma "zona de paz", e criticou os conflitos armados  que estão ocorrendo no mundo. O encontro ocorreu em meio a disputa entre Venezuela e Guiana pela região de Essequibo, pertencente à Guiana, a qual o Brasil media.

"Trabalhamos intensamente para que a gente mantenha a América do Sul como uma zona de paz no planeta Terra. Ou seja, Nós não precisamos de guerra. A guerra traz destruição, de infraestrutura, de vidas e traz sofrimento. A paz traz prosperidade, traz educação, traz geração de emprego, e tranquilidade aos seres humanos", declarou o Lula ao lado de Irfaan Ali.

A reunião com o presidente guianense ocorreu no Centro de Conferências Arthur Chung, em uma sala recém-lançada e batizada em homenagem a Lula. Na parede, está o retrato oficial do presidente brasileiro.

"Esse é o papel que o Brasil pretende jogar na América do Sul e no mundo. Todo mundo sabe que o Brasil é contra a guerra na Ucrânia, é contra o que está acontecendo na Faixa de Gaza. Da mesma forma que fomos contra os atos terroristas do Hamas, e todo mundo sabe que o Brasil não tem e não quer contencioso com nenhum país do mundo", defendeu ainda Lula.

Cúpula da Celac

A Venezuela chegou a ameaçar uma invasão militar da região, pertencente à Guiana, após um plebiscito favorável convocado pelo presidente Nicolás Maduro. O Brasil e outros países da região interviram e desescalaram o conflito. Venezuela e Guiana agora negociam uma saída.

Ainda hoje, Lula embarca para São Vicente e Granadinas, onde participa amanhã (1º/3) da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Também há a expectativa que o presidente tenha um encontro bilateral com Maduro.

"Vou agradecer ao primeiro-ministro [de São Vicente e Granadinas] Ralph [Gonsalves] pessoalmente por ser o mediador das conversas entre Guiana e Venezuela", acrescentou Lula.

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