VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Nikolas cobra Lula sobre denúncias contra caçula: "Silêncio evidente"

Luiz Cláudio Lula da Silva, de 39 anos, foi denunciado pela companheira, uma médica de 29 anos, por agressão física e psicológica

 Segundo o deputado, o silêncio por parte do petista sugere que ele não está assumindo a responsabilidade pelos atos do filho -  (crédito: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Segundo o deputado, o silêncio por parte do petista sugere que ele não está assumindo a responsabilidade pelos atos do filho - (crédito: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
postado em 03/04/2024 15:49 / atualizado em 03/04/2024 15:50

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) condenou as ações do filho mais novo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Luiz Cláudio, acusado de agressões físicas e verbais pela ex-namorada. Segundo o deputado, o silêncio por parte do petista sugere que ele não está assumindo a responsabilidade pelos atos do filho.

"Fica evidente o silêncio do partido petista diante das acusações contra o filho de Lula por agressão. Se o pai fosse outro — como Jair, por exemplo — a reação seria diferente: movimentos sociais protestando, vídeos de artistas em preto e branco, reportagens no Fantástico, charges e toda uma mobilização para associar as ações do filho ao pai", afirmou o deputado em sua conta no Twitter.  

Luiz Cláudio Lula da Silva, de 39 anos, foi denunciado por sua companheira, uma médica de 29 anos, por agressão física e psicológica. O registro da ocorrência foi feito na tarde de ontem, terça-feira (02), na Delegacia da Mulher, em São Paulo. Luís Cláudio e a denunciante vivem em união estável há dois anos. 

Durante o depoimento dado por telefone, a mulher relatou que desde o final de janeiro tem havido desentendimentos com o companheiro e que, em uma ocasião, Luiz Cláudio teria lhe dado uma cotovelada na barriga. A médica também contou à polícia que, em várias ocasiões, sofreu abusos psicológicos, sendo insultada por Luiz Cláudio com termos como "vagabunda", "gorda", "feia" e "doente mental".

À polícia, a mulher também relatou que não havia registrado boletim de ocorrência anteriormente por medo, "uma vez que o autor das agressões é filho do presidente da república", e que ele teria usado essa condição para ameaçá-la, afirmando que "acabaria com a sua alma" e dizendo que ninguém acreditaria em sua versão.

Gostou da matéria? Escolha como acompanhar as principais notícias do Correio:
Ícone do whatsapp
Ícone do telegram

Dê a sua opinião! O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores pelo e-mail sredat.df@dabr.com.br