Durante participação no evento Governo do Brasil na Rua, neste sábado (13/12), no Sol Nascente (DF), o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, voltou a defender o fim da escala de trabalho 6 por 1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para ter apenas um dia de descanso. Para Boulos, o tema deve ser tratado como uma questão humanitária, e não como disputa ideológica ou partidária.
“Seis dias de trabalho para um dia de descanso não é razoável. Isso nem deveria ser um tema de esquerda ou direita. É um tema de humanidade”, afirmou Boulos, ao comentar o assunto durante entrevista no evento.
Segundo o ministro, a manutenção da escala 6x1 impacta diretamente a vida de milhões de trabalhadores, especialmente mulheres e mães solo, que acabam sem tempo para cuidar dos filhos, investir em qualificação profissional ou usufruir de momentos de lazer. “Como é que pode uma mãe de família não ter tempo para ficar em casa, fazer um curso ou ter um mínimo de descanso?”, questionou.
Boulos relatou que o tema já vem sendo discutido em espaços institucionais. Ele participou, na última semana, de uma audiência pública na Câmara dos Deputados com representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC). De acordo com o deputado, o governo apresentou sua posição e também ouviu o setor empresarial.
“O presidente Lula foi eleito para defender os trabalhadores. Nós vamos seguir trabalhando no Congresso para acabar com a escala 6x1, que é uma demanda do povo”, disse. Para ele, as entidades empresariais precisam se adaptar a uma nova realidade do mercado de trabalho, alinhada a tendências internacionais de redução da jornada.
O deputado afirmou ainda que o debate sobre a escala 6x1 já avança em diversos países e que o Brasil não pode ficar à margem desse movimento. “Tem uma tendência no mundo inteiro. O Brasil precisa entrar nessa discussão”, avaliou.
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Ao final, Boulos garantiu que o governo federal está mobilizado para enfrentar o tema e afastou qualquer possibilidade de prejuízo aos direitos trabalhistas. “Todo o governo do presidente Lula está engajado para resolver esses temas e pagar todas as obrigações dos trabalhadores”, concluiu.
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