Crise na Venezuela

Nunes espera queda da migração venezuelana em SP: "Espero que não venham"

"Mas é claro que se vierem, obviamente, a cidade de São Paulo, o estado de São Paulo vai receber a todos com muito carinho, como sempre fez", amenizou o prefeito

Na avaliação do prefeito de São Paulo, a prisão do líder venezuelano, Nicolás Maduro, pode reduzir a necessidade de migração forçada -  (crédito: Wilson Dias/Agência Brasil)
Na avaliação do prefeito de São Paulo, a prisão do líder venezuelano, Nicolás Maduro, pode reduzir a necessidade de migração forçada - (crédito: Wilson Dias/Agência Brasil)

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que espera uma redução no fluxo de venezuelanos para a capital paulista após a prisão do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, mas reforçou que a cidade seguirá acolhendo imigrantes caso novas chegadas ocorram. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa na segunda-feira (5/1), após a entrega de títulos de regularização fundiária urbana da CDHU, em uma escola estadual na zona leste da capital.

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"Espero que não venham, até porque agora eles não têm necessidade, tendo em vista estar preso e respondendo lá na Justiça dos Estados Unidos esse ditador Nicolás Maduro", afirmou a jornalistas. "A gente espera agora que eles não necessitem de que venham para cá. Se vierem, obviamente, a cidade de São Paulo, o estado de São Paulo vai receber a todos com muito carinho, como sempre fez", acrescentou.

Ao comentar o cenário internacional, Nunes classificou Maduro como um “ditador” que teria exercido a Presidência de forma ilegítima após fraudar eleições, o que, segundo ele, levou mais de 8 milhões de venezuelanos a deixarem o país. Na avaliação do prefeito, a prisão do líder venezuelano pode reduzir a necessidade de migração forçada. 

Apesar disso, Nunes destacou que São Paulo mantém estrutura para acolhimento e que não haverá recusa caso novos imigrantes cheguem à cidade. “Hoje nós temos 27 mil vagas, com cerca de 21 mil ocupadas nos nossos abrigos”, disse.

Assistência 

Dados da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social indicam que, atualmente, 1.009 imigrantes venezuelanos estão acolhidos na rede assistencial do município. Eles são atendidos em centros de acolhida exclusivos para estrangeiros, nas Vilas Reencontro e em outros equipamentos municipais. 

Além do abrigo, a prefeitura oferece orientação para regularização migratória, acesso a direitos sociais e ações de inclusão por meio do Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI) Oriana Jara, na região central. Somente em 2025, a unidade já atendeu 1.538 cidadãos vindos da Venezuela.

A secretaria também informou que o Centro de Acolhida Especial para Famílias (CAEF) Ebenezer, que abriga 157 imigrantes — entre eles cinco famílias venezuelanas —, segue funcionando normalmente. Em dezembro do ano passado, a prefeitura havia anunciado o encerramento das atividades do espaço, decisão que gerou questionamentos da entidade gestora e da Defensoria Pública. Após uma decisão liminar da Justiça de São Paulo, o município voltou atrás e manteve o centro em operação.

Em nota divulgada ontem, a pasta afirmou que a entrada de novos usuários ocorre de forma planejada, como parte do processo de aprimoramento da rede socioassistencial. Segundo o comunicado, o objetivo é adequar a oferta de vagas aos novos modelos de acolhimento adotados pela cidade, como as Vilas Reencontro, que priorizam a autonomia das famílias atendidas.

 

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postado em 06/01/2026 11:40 / atualizado em 06/01/2026 11:42
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