
Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS vão recorrer ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (19/1), para tentar reaver dados bancários, fiscais e telemáticos de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. As informações haviam sido retiradas do alcance da comissão por decisão do ministro Dias Toffoli, em dezembro do ano passado.
A CPI aprovou, em 4 de dezembro, a quebra dos sigilos do banqueiro no âmbito das investigações sobre irregularidades em empréstimos consignados vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No entanto, oito dias depois, Toffoli determinou que os dados não permanecessem disponíveis ao colegiado, esvaziando, segundo os parlamentares, parte central da apuração.
A comissão sustenta que o acesso às informações é indispensável para aprofundar as investigações sobre a atuação do Banco Master, que teria concedido mais de 250 mil empréstimos consignados com indícios de fraude. O volume de casos suspeitos foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo e, posteriormente, confirmado pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que reconheceu a existência de indícios de irregularidades nas operações da instituição financeira.
Criada para apurar crimes relacionados a descontos associativos ilegais em aposentadorias e pensões, além de fraudes em consignados, a CPI argumenta que os fatos não se restringem a episódios pontuais. Para os parlamentares, há sinais de uma atuação estruturada e reiterada no âmbito do crédito consignado do INSS.
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O pedido encaminhado ao ministro André Mendonça é assinado por integrantes da oposição que ocupam postos-chave no colegiado, como o relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), além dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Eduardo Girão (Novo-CE) e dos deputados federais Marcel van Hattem (Novo-RS), Adriana Ventura (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ).

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