Estado de saúde

Bia Kicis faz apelo para Bolsonaro cumprir prisão domiciliar por razões humanitárias

Deputada do PL-DF comentou autorização de Moraes para exames no Hospital DF Star, em Brasília, e citou riscos à saúde do ex-presidente, lembrando que ele era atleta antes da facada

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) esteve na manhã desta quarta-feira (7/1) no Hospital DF Star, em Brasília, onde falou com a imprensa antes da chegada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao local. A autorização da saída de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal, onde está preso, foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

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Em sua declaração, Kicis fez um apelo para que Bolsonaro possa cumprir prisão domiciliar por razões humanitárias. Segundo a deputada, apesar de não estar em uma cela convencional, a situação atual do ex-presidente na PF ainda representa uma forma de restrição severa. “É uma sala, né, gente? Mas não deixa de ser uma cela. Então, Bolsonaro precisa ir pra casa”, afirmou.

A parlamentar destacou o estado de saúde de Bolsonaro, mencionando a idade e os problemas médicos enfrentados desde o atentado sofrido em 2018. “Ele era um atleta antes dessa facada, então ele já está pagando um preço muito alto”, disse. Para Bia, o ideal seria que o ex-presidente pudesse permanecer em casa, sob os cuidados da família. “Que a Michelle possa cuidar dele, seus filhos possam cuidar dele, junto com pessoas que não vão permitir que ele tenha novos problemas que possam até vir a ser fatais”, reforçou.

Bia Kicis informou ainda que decidiu ir ao hospital após a confirmação de que os exames haviam sido finalmente autorizados. Segundo ela, havia expectativa de que Bolsonaro fosse levado inicialmente à Polícia Federal, e apoiadores já se deslocavam para lá quando a informação sobre os exames foi divulgada. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, de acordo com a deputada, também estava a caminho do local.

A parlamentar do DF relatou apreensão com o quadro clínico do ex-presidente, citando alertas feitos por médicos. “Às vezes um tombo como esse, na hora, você pode até não detectar um problema, mas ele pode se manifestar mais tarde, a médio prazo”, afirmou. 

“Estamos lidando com vida. E a vida, quando está em risco, ela não espera”, concluiu a deputada, ao reforçar o pedido por medidas que, segundo ela, preservem a saúde do ex-presidente enquanto os exames são realizados.

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