EDUCAÇÃO

Caiado critica faculdades após Enamed reprovar 107 cursos: 'Bets'

Governador de Goiás diz que resultado do exame revela falhas na formação médica e defende mais rigor na abertura e manutenção de cursos

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, classificou como grave o resultado do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina (Enamed), que reprovou 107 faculdades de medicina no país. Para ele, o desempenho escancara problemas estruturais na formação de médicos no Brasil.

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Dados divulgados pelo Ministério da Educação nesta segunda-feira (19/1) indicam que, dos 351 cursos avaliados, 107 ficaram com notas 1 e 2 e vão sofrer sanções. Outros 243 cursos tiveram avaliações regulares e boas, com notas de 3 a 5, e um curso não pontuou e ficou sem conceito (SC).

O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil.

Em postagens das redes sociais, nesta terça-feira (20/1), Caiado afirmou que parte das instituições funciona como "bets travestidas de faculdades", numa referência a jogos de azar. Segundo o governador, a formação médica teria se transformado em um sistema no qual o risco recai sobre a população. "A formação médica virou um jogo de azar, e quem perde é o paciente", disse.

Ao comentar o resultado do exame, o governador disse que o cenário configura um “estelionato educacional”. Na avaliação dele, a baixa qualidade de cursos de medicina não afeta apenas estudantes, mas tem impacto direto na segurança dos pacientes atendidos por profissionais mal formados.

Caiado destacou a dupla atuação como médico e gestor público para reforçar a preocupação com a saúde pública. “A formação médica virou um jogo de azar, e quem perde é o paciente”, afirmou.

O governador também citou decisões tomadas durante a gestão. Segundo Caiado, em sete anos à frente do governo de Goiás, nenhuma nova faculdade de medicina foi autorizada no estado, apesar de pressões políticas e econômicas. De acordo com ele, a liberação de cursos sem estrutura adequada compromete a qualidade da assistência em saúde.

Caiado defendeu critérios rigorosos para o funcionamento de cursos de medicina. Para o governador, instituições que não apresentam qualidade comprovada não deveriam continuar operando.

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