O ex-ministro do Turismo Gilson Machado anunciou, nesta terça-feira (21/1), seu desligamento do Partido Liberal (PL). A decisão foi comunicada por meio de uma carta aberta direcionada à legenda e a “conservadores e liberais do Brasil”, na qual o ex-auxiliar do governo Jair Bolsonaro (PL) afirma deixar o partido “com a consciência tranquila” e reforça que a mudança não representa ruptura política ou ideológica.
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“Troco de partido, mas não de lado. Sigo fiel aos meus ideais e valores”, escreveu Machado, ao destacar que mantém lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, a relação com Bolsonaro “não é de circunstância”, mas uma parceria construída com base em “confiança, valores e projetos em comum por um Brasil melhor e mais justo”.
Na carta, Gilson Machado afirma que continua sendo o nome defendido por Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Pernambuco em 2026, embora não tenha sido escolhido pela direção estadual do PL para representar o partido na corrida eleitoral. “Dessa forma, sigo minha caminhada alinhada aos valores do presidente Bolsonaro”, pontuou.
O ex-ministro também fez um balanço de sua passagem pela legenda. Segundo ele, contribuiu para o fortalecimento do PL por meio de mobilizações populares e obteve mais de 1,3 milhão de votos nas eleições de 2022, quando disputou o Senado, além de repetir o segundo lugar em 2024, resultado que atribui à força da base bolsonarista no Nordeste.
Machado relatou ainda que, por estar com restrições de deslocamento e impedido de sair de Recife, não conseguiu comunicar pessoalmente sua decisão ao ex-presidente. A escolha, no entanto, foi compartilhada com Flávio Bolsonaro e com Renato Bolsonaro, irmão do ex-chefe do Executivo. Segundo ele, ambos compreenderam que a mudança “fortalece o projeto político para 2026”.
No texto, o ex-ministro reafirma sua atuação política em pautas caras ao bolsonarismo. “Seguirei na linha de frente da luta pela liberdade de expressão e contra as perseguições políticas”, escreveu, acrescentando que sua trajetória seguirá orientada por valores conservadores, pelo respeito ao serviço público e pela defesa de um Brasil e de um Pernambuco “cada vez mais soberanos”.
Ao final da carta, Gilson Machado assina como “bolsonarista”, reforçando que, apesar da saída do PL, pretende manter protagonismo no campo conservador e alinhamento direto com o ex-presidente Jair Bolsonaro no cenário político nacional.
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