Após reunir-se com o presidente do Panamá, José Raul Mulino, o chefe do Executivo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a relação bilateral entre os países. Em pronunciamento à imprensa, Lula disse nesta quarta-feira (28/1) que a parceria Brasil e Panamá ocorre em um em que os países atingiram recorde de US$ 1,6 bilhão em relações comerciais, segundo dados de 2025.
"Mas podemos alcançar patamares ainda maiores, e estamos dispostos a importar mais produtos. Para nós, o acordo de facilitação de investimentos que assinamos hoje vai dinamizar o fluxo de comércio e capitais entre nossos países", afirmou Lula, ao enfatizar que o Panamá é o principal Estado caribenho nas negociações com o Brasil.
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No discurso, o presidente brasileiro ainda comentou sobre a possibilidade de o Panamá participar do Mercosul. "Avançamos nas tratativas sobre o acordo de preferências tarifárias que queremos firmar no amparo da adesão do Panamá como Estado associado do Mercosul", contou.
Canal do Panamá
Lula também defendeu a manutenção de autoridades panamenhas como administradoras do Canal do Panamá. "Encaminhei ao Congresso Nacional a proposta de adesão formal ao protocolo de neutralidade do canal, que há quase três décadas o Panamá o administra de forma eficiente segura e não discriminatória", afirmou.
O tratado de neutralidade do Canal do Panamá, defendido pelo petista, é um dos acordos bilaterais assinados pelos Estados Unidos e pelo Panamá. O acordo, que trata do funcionamento e da neutralidade da via aquática, define o país caribenho como administrados de todo o Canal.
A proposta de adesão formal do Brasil ao protocolo de neutralidade do canal foi encaminhada ao Congresso Nacional em agosto do ano passado, após o presidente panamenho Raul Mulino vir ao Brasil para reuniões bilaterais com Lula.
Homenagem
Após a reunião entre Mulino e Lula, o líder brasileiro foi homenageado com a Ordem Manuel Amador Guerrero, considerada maior honraria do Panamá.
"Queria agradecer ao presidente Mulino a condecoração. É sempre gratificante quando nós que exercemos uma função pública e construímos uma relação de amizade com outros países e a gente é condecorado. É sempre um motivo de orgulho receber uma homenagem como essa", afirmou.
