A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu que o titular da Fazenda, Fernando Haddad, concorra nas eleições deste ano. Cotado para disputar uma cadeira no Senado pelo PT de São Paulo, o ministro ainda não tomou uma decisão, embora já tenha anunciado que deixará o cargo no mês que vem.
Segundo ele, que entregará o comando da Fazenda para o secretário-executivo Dario Durigan, a desincompatibilização terá o objetivo de "ajudar" na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Em declarações nessa quarta-feira, porém, Gleisi enfatizou que "não temos direito de deixar a extrema-direita voltar ao poder no país". "Eu acho que todos têm de entrar em campo, todos (os ministros) têm que vestir a camisa (da reeleição de Lula). Por isso, defendo que todos os nossos melhores quadros disputem as eleições, inclusive o ministro Haddad", destacou ela, um das porta-vozes de Lula, durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.
A ministra, por sinal, deixará o posto em março para concorrer a uma vaga no Senado pelo Paraná. O lugar será ocupado por Olavo Noleto, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), grupo conhecido como Conselhão.
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Na conversa com jornalistas, Gleisi também comentou sobre a orientação do presidente Lula de que seus ministros deixem as pastas para se candidatar em seus respectivos estados.
"O presidente Lula tem clareza dessa responsabilidade que ele tem (em não deixar a volta da extrema-direita). Por isso, eu acho que, numa situação de enfretamento e em que está em risco um projeto de manter a nossa democracia, todos têm que entrar em campo (se candidatar), todos têm que vestir a camisa e fazer aquilo que melhor sabem fazer na disputa eleitoral", pontuou. A expectativa é de que ao menos 20 dos 38 ministros entrem na corrida eleitoral.
Escala 6x1
Também de acordo com Gleisi, o fim da escala 6x1 será uma das prioridades do governo federal ao longo do ano. Segundo ela, o Executivo avalia alternativas para emplacar esse projeto no Congresso.
Embora haja uma Proposta de Emenda à Constituição sobre o tema, o governo estuda enviar um projeto próprio para unificar todas as propostas existentes, o que pode ocorrer após o carnaval. "Nós esperamos que esse debate aconteça, e seja aprovado ainda no primeiro semestre", projetou.
A intenção é compartilhada pelo ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência. "Eu espero que isso possa ser pautado, aprovado e promulgado pelo presidente Lula neste primeiro semestre, para que os trabalhadores brasileiros tenham paz, tenham descanso e possam ter tempo com a sua família para lazer, para cuidado, que é o básico para qualquer um", disse o ministro.
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