A Corregedoria da Polícia Federal do Rio de Janeiro abriu um procedimento administrativo para apurar as faltas injustificadas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O caso pode configurar abandono do cargo de escrivão na corporação, pois foi determinado, em 2 de janeiro, que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro retornasse ao serviço após perder o mandato.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde março de 2025. Caso não se reapresente, poderá ser demitido do serviço público. Ele estava afastado da corporação para exercer o cargo na Câmara dos Deputados. No entanto, em 18 de dezembro de 2025, perdeu a função após 59 faltas não justificadas em sessões deliberativas do plenário.
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O ex-deputado anunciou no ano passado que iria se licenciar temporariamente do mandato parlamentar para morar nos EUA. Afirmou que o afastamento do país seria para "se dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos".
Ele é suspeito dos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. Em novembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) o tornou réu por coação à Justiça. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou uma investigação sobre a atuação do político para incitar o governo dos Estados Unidos a adotar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes no país.
Eduardo é investigado por supostamente atrapalhar o processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela Suprema Corte a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O ex-congressista também foi incluído no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), conhecido como o cadastro de devedores do setor público federal, por causa de suas faltas injustificadas na Casa. Em documento apresentado, foi informada uma dívida de R$ 13,9 mil referentes ao mês de março de 2025 — período antes do anúncio da mudança para os EUA.
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