FEMINICÍDIO

Lula diz que país não pode se omitir diante da violência contra mulheres

O chefe do Executivo destacou a gravidade dos dados e reforçou que cada sinal de agressão deve ser tratado como alerta

 04.02.2026 - Presidente da Rep..blica, Luiz In..cio Lula da Silva, durante cerim..nia de assinatura do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminic..dio. Pal..cio do Planalto. Bras..lia (DF) - Brasil..Foto: Ricardo Stuckert / PR
     -  (crédito:  Ricardo Stuckert / PR)
04.02.2026 - Presidente da Rep..blica, Luiz In..cio Lula da Silva, durante cerim..nia de assinatura do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminic..dio. Pal..cio do Planalto. Bras..lia (DF) - Brasil..Foto: Ricardo Stuckert / PR - (crédito: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (4/2), que o Brasil precisa romper com a omissão social diante da violência de gênero e assumir uma postura ativa no enfrentamento ao feminicídio. Durante o lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, o chefe do Executivo destacou a gravidade dos dados e reforçou que cada sinal de agressão deve ser tratado como alerta.

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“A cada dia, quatro mulheres são vítimas de feminicídio no Brasil. Significa que a cada seis horas uma mulher é assassinada pelo simples fato de ser mulher”, declarou. Segundo ele, enquanto o pacto era assinado, uma mulher estava sendo agredida naquele exato momento.

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O presidente citou pesquisa do Senado segundo a qual 27% das mulheres brasileiras disseram ter sofrido algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025. Para Lula, os números revelam um cenário alarmante e exigem a mobilização imediata da sociedade.

Ao descrever a realidade enfrentada pelas vítimas, o presidente mencionou agressões físicas e psicológicas e lembrou que muitas das mulheres mortas eram amigas, vizinhas ou colegas que sustentavam suas famílias. “Mulheres impedidas de viver, pelo simples fato de serem mulheres”, afirmou.

Lula também relacionou os crimes à tentativa de controle sobre a autonomia feminina. Segundo ele, muitas vítimas são atacadas por dizerem não a relacionamentos ou por decidirem “reconfigurar rotas que não lhes servem mais”.

Para o presidente, o crescimento do feminicídio representa uma afronta às estruturas de prevenção e combate à violência e não pode ser naturalizado. Ele criticou o silêncio social diante de episódios cotidianos de abuso e defendeu maior responsabilidade coletiva. “Qualquer sinal de maus-tratos na rua, gritos na vizinhança, abusos e intolerância no ambiente de trabalho — cada gesto de violência é um feminicídio anunciado”, alertou.

Lula também reforçou que a indiferença precisa ser substituída por ação. “Não podemos nos calar. Não podemos mais nos omitir, fingir que não temos nada a ver com isso. Pois nós estamos e vamos meter a colher, sim”, disse.

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postado em 04/02/2026 13:33 / atualizado em 04/02/2026 14:51
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