Investigação

Após reunião, PF entrega novo relatório a Mendonça sobre caso Master

Ministro recebeu um documento atualizado da Operação Compliance Zero, além dos desdobramentos correlatos que tramitam na Corte. Esse é o segundo encontro do relator com a corporação 

Mendonça:
Mendonça: "compartimentação das informações e preservação da funcionalidade" - (crédito: Antonio Augusto/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça se reuniu, nesta segunda-feira (23/2), com os delegados da Polícia Federal responsáveis pela investigação da suposta fraude do Banco Master. De acordo com a Secretaria de Comunicação da Corte, foi apresentado um relatório atualizado sobre a apuração. O encontro teve início às 17h e durou 2h30. Essa é a segunda vez que o relator se encontra com a corporação desde que assumiu o caso, em 12 de fevereiro, após a saída do ministro Dias Toffoli. 

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“A Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal informa que o ministro André Mendonça reuniu-se na tarde desta segunda-feira (23) com delegados da Polícia Federal responsáveis pelas investigações relativas ao Banco Master. Durante a audiência, a Polícia Federal apresentou um relato atualizado sobre o estágio das apurações”, afirmou o Supremo.

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Participaram da reunião os delegados da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor), responsável pelo inquérito na PF.

Segundo a Secretaria de Comunicação, o encontro também “serviu para apresentação à Polícia Federal da lista dos processos da Operação Compliance Zero e desdobramentos correlatos que tramitam na Corte sob a relatoria do ministro”.

Dados da CPMI

Na semana passada, André Mendonça autorizou, ontem, que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS acesse os dados obtidos por meio da quebra de sigilo dos envolvidos na investigação do Banco Master. O magistrado é o relator dos dois casos na Corte. A Polícia Federal foi designada a responsável para fazer o compartilhamento das informações.

André Mendonça, no entanto, argumentou que a Constituição garante poderes de investigação à CPMI. Segundo ele, a restrição imposta anteriormente "configura restrição à autonomia funcional da comissão". Ele considerou que é necessário reforçar a integração de esforços entre a investigação dos congressistas e da PF e apontou que a investigação sobre o INSS envolve "interesse público primário".

Essa foi a segunda decisão de Toffoli revertida por Mendonça. O magistrado havia ampliado o acesso da Polícia Federal às provas colhidas pela corporação e reduziu o grau de sigilo imposto no caso. Mendonça autorizou que a perícia em cerca de 100 aparelhos eletrônicos apreendidos seja feita sem restrições. Ele alterou o nível de sigilo do caso. Anteriormente, a investigação estava submetida ao grau 4, mais rigoroso. Agora, a classificação foi revista para grau 3, menos exigente. 






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postado em 23/02/2026 21:00
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