A defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Buzzi se manifestou nesta sexta-feira (6/2). O magistrado é acusado de de tentar agarrar uma jovem de 18 anos em uma praia de Balneário Camboriú (SC). Os advogados de Buzzi pediram "serenidade e respeito ao devido processo legal".
"É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação. Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados são um truque sórdido", diz a nota assinada pelos advogados João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad.
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Uma sindicância foi instaurada no STJ para a apuração do caso. A acusação foi formalizada por meio de um boletim de ocorrência. O caso também está em tramitação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que apura as consequências administrativas da denúncia. A parte criminal é conduzida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques. Por ser ministro do STJ, Marco Buzzi tem foro privilegiado no Supremo.
A vítima registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo. A jovem e a família passavam uns dias na casa de praia do ministro em Balneário Camboriú. Ela relatou que estava no mar quando percebeu a aproximação dele e foi agarrada — e tentou se desvencilhar ao menos três vezes, mas Buzzi insistiu em forçar o contato. A moça é filha de um casal de amigos do magistrado. O fato teria ocorrido em 9 de janeiro.
Veja a nota completa na íntegra:
É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação.
Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados são um truque sórdido.
Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por "juízes" e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário.
Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal.
A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas.
