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Edinho defende investigação sobre Banco Master, mas condena 'politização' do caso

Presidente do PT afirmou que o partido é contra "transformar investigações em instrumentos de luta política"

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira-feira (10/2) que o partido defende a realização de investigações sobre o caso envolvendo o Banco Master, mas faz ressalvas a qualquer tentativa de politização ou partidarização das apurações. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no Salão Verde da Câmara dos Deputados, após a sessão solene em homenagem aos 46 anos do partido, que reuniu autoridades no Plenário.

O Banco Master é investigado por suspeita de fraude bilionária em títulos falsos, o que fez com que o Banco Central decretasse a liquidação extrajudicial da instituição. Segundo Edinho, a posição do PT é a de que deve-se investigar todas as denuncias graves que envolvam o sistema financeiro, mas, segundo ele, sem transformar em disputa política.

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“Investigação tem que ser feita. O que nós somos contra é a politização das investigações, a partidarização, transformar investigações em instrumentos de luta política. Isso não pode acontecer”, destacou.

O dirigente ressaltou que o caso envolve acusações sérias e que a apuração fortalece as instituições. “Nós estamos diante de uma denúncia grave que afeta o sistema financeiro brasileiro. O sistema bancário do Brasil tem credibilidade, é respeitado aqui e lá fora. Investigar denúncias para que ele continue tendo credibilidade é positivo, não é negativo”, declarou.

Edinho frisou ainda que o partido atuará de forma coerente sempre que houver indícios que exijam investigação, tanto na economia quanto na política. “O Partido dos Trabalhadores vai continuar defendendo que as investigações sejam feitas em relação ao Banco Master ou a qualquer outro fato que exija apuração.”

Sobre o debate interno da revisão da autonomia do Banco Central (BC), ele disse que não vê problema na abertura de discussões no Congresso, mesmo que não haja votação imediata. “Todos os temas estruturantes têm que ser debatidos pelo Congresso Nacional. O Congresso não pode estar interditado de fazer nenhum debate. É no debate democrático que as sínteses são construídas”, afirmou. Pela manhã, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que não tem intenção de pauta o tema.

Por fim, Edinho Silva elogiou a postura da bancada petista no apoio às investigações e reforçou que o objetivo central é duplo: apurar eventuais irregularidades e proteger a solidez do sistema financeiro nacional. “Nós queremos, além de apurar se houver malfeitos ou crimes, proteger o sistema financeiro brasileiro, que é um dos mais respeitados do mundo. Uma investigação que mantém essa credibilidade é muito importante e fortalece a democracia”, concluiu.

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