O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (23/2) a abertura do mercado sul-coreano à carne bovina brasileira, uma das principais pautas atualmente na relação bilateral.
Segundo o petista, o Brasil “estará pronto” quando houver demanda do país asiático pelo produto, e quer avançar nas negociações sanitárias para a abertura do mercado. A fala ocorreu durante o Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, realizado em Seul.
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“Só para vocês terem ideia, o Brasil tem um rebanho de gado bovino de, aproximadamente, 240 milhões de cabeças de gado. Significa que, quando o povo da Coreia quiser ter acesso à proteína, não se preocupe que o Brasil estará pronto para atender à demanda da Coreia”, declarou o presidente Lula.
“Vocês correm o risco, se comprar carne dos Estados Unidos, estarão comprando carne brasileira. Se comprar carne da Austrália, estarão comprando carne brasileira. Se comprar carne da Nova Zelândia, também estarão comprando carne brasileira, porque o Brasil está em todos os lugares do planeta”, acrescentou.
Lula realizou hoje uma visita de Estado à Coreia do Sul, onde se reuniu com o presidente Lee Jae Myung e participou do fórum empresarial. As duas nações assinaram 11 acordos de cooperação.
Houve avanços também para permitir o acesso da carne brasileira ao mercado coreano. Uma auditoria técnica da Coreia do Sul visitará o Brasil no terceiro trimestre para fiscalizar os principais frigoríficos, um passo considerado importante para uma futura abertura.
Não há previsão, porém, sobre quando as vendas vão começar. Há uma forte pressão dos Estados Unidos, maior exportador do produto à Coreia, para que o Brasil não tenha acesso ao mercado.
Culinária coreana
Lula destacou ainda, em sua fala, que o Brasil busca essa abertura há 15 anos, e argumentou que a culinária coreana pode se beneficiar dos produtos brasileiros. Além disso, destacou que o Brasil é um dos maiores exportadores de proteína animal.
“O bulgogi, tradicional churrasco coreano, combina com uma carne de qualidade como a brasileira. Estamos prontos para avançar nos procedimentos sanitários necessários para que o Brasil esteja no prato do cidadão coreano. Isso também permitirá que os maiores frigoríficos do mundo, que são brasileiros, instalem-se e invistam aqui na Coreia”, disse.
Ele encerrou seus compromissos na Coreia do Sul, e embarca de volta ao Brasil, onde deve chegar na quarta-feira (25).
