A articulação de um consenso acerca do acordo comercial entre Mercosul e países dos Emirados Árabes Unidos (EAU) foi um dos temas da conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chefe do EAU, Xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, na tarde desta terça-feira (24/2), em Abu Dhabi.
O líder brasileiro desembarcou nos Emirados Árabes, após deixar a Coreia do Sul, onde estava desde domingo (22), em viagem de negócios. Lula vai retornar a Brasília na noite de hoje. Na conversa com Xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, reiterou a importância de participação dos EAU no Fundo Florestas Tropicais para Sempre, lançado por ocasião da COP30, e convidou o presidente dos EAU para realizar visita ao Brasil ainda neste ano.
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Segundo o Planalto, ambos reiteraram o aprofundamento da parceria estratégica entre os dois países e destacaram que as relações estratégicas entre Emirados Árabes Unidos e o Brasil têm se fortalecido ao longo dos último 50 anos.
Os dois líderes também trocaram opiniões sobre os desenvolvimentos regionais e internacionais de interesse mútuo, bem como sobre seus esforços conjuntos para apoiar a paz e a estabilidade no Oriente Médio e globalmente.
Acordo Mercosul e EAU
Em fase considerada "avançada" por interlocutores do Mercosul, o acordo entre o bloco do Mercado Comum do Sul e países dos Emirados Árabes Unidos visa eliminar tarifas alfandegárias e impulsionar o fluxo bilateral de investimentos.
O acordo foca especialmente na segurança alimentar. Do lado das exportações do Mercosul, o trato visa a venda de proteína animal, açúcar e grãos. Já na importação há a perspectiva de o bloco sul-americano aumentar a importação de fertilizantes dos Emirados Árabes. Autalmente sob presidência temporária do Paraguai, o Mercosul divulgou, no início do mês, a carta com as prioridades do bloco para o próximos seis meses.
No comunicado, discutido entre os países-membros — Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai —, ficou decidido que o bloco dará ênfase à continuidade do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) e à melhoria do funcionamento das áreas de controle integrado; a expansão dos mercados e de uma rede diversificada de acordos comerciais; o fortalecimento institucional, além do aprofundamento da agenda interna do bloco.
