Senado

CPI do Crime Organizado analisa convocações após TH Joias não comparecer

Depoimento do ex-deputado TH Joias é retirado da agenda após falta de resposta do STF sobre autorização para a oitiva

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado realiza nesta quarta-feira (25/2) uma sessão deliberativa para votar requerimentos de convocação de autoridades e pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal. A pauta inclui convites a representantes das Forças Armadas, governadores e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de solicitações de informações sobre a atuação de facções criminosas no país.

Entre os nomes listados estão o comandante do Exército e os governadores do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Distrito Federal. Também constam convites aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Os senadores analisam ainda pedidos relacionados ao enfrentamento ao chamado “novo cangaço” e à expansão de organizações criminosas.

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Durante a reunião, o presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), informou o cancelamento da oitiva do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, prevista para esta quarta-feira. Segundo Contarato, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, ainda não respondeu ao pedido de autorização para a participação do investigado, que está preso.

Na véspera, o senador havia classificado o depoimento como “imprescindível” para o avanço das investigações. A expectativa da comissão era esclarecer pontos centrais dos esquemas apurados, especialmente quanto à estrutura financeira e à articulação política atribuídas ao ex-parlamentar.

O requerimento que fundamentou a convocação foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). No documento, o parlamentar sustenta que a complexidade das investigações, que envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro e o uso de empresas formalmente constituídas, exige a oitiva de TH Joias para detalhar o funcionamento das estruturas investigadas.

De acordo com a Polícia Federal, o ex-deputado teria atuado como elo político de um grupo criminoso, utilizando mecanismos legais para a movimentação de recursos. Após a prisão, ele foi transferido do Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro, para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima.

A CPI apura a atuação e a expansão de facções e milícias, com o objetivo de propor ajustes na legislação e aprimorar políticas públicas de combate ao crime organizado.

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