OPERAÇÃO VASSALOS

Defesa da Família Coelho diz que não teve acesso à decisão de Dino

Advogado de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho afirma que mandados foram cumpridos sem os motivos das medidas cautelares; Polícia Federal apura suspeita de desvio de emendas parlamentares

A defesa do ex-senador Fernando Bezerra Coelho e do deputado federal Fernando Bezerra Coelho Filho (União-PE) afirmou nesta quarta-feira (25/2) que ainda não teve acesso à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Vassalos, deflagrada pela Polícia Federal.

Em declaração dada a jornalistas, o advogado André Callegari declarou que os mandados foram cumpridos sem que a defesa tivesse acesso aos fundamentos da decisão judicial. “Não teve acesso à decisão do ministro Flávio Dino. Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. Após o acesso aos autos, a defesa irá se manifestar”, afirmou.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

“Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. A defesa já solicitou acesso aos autos, para que, assim, possa se manifestar no processo”, esclareceu a defesa.

A operação foi deflagrada na manhã de hoje e cumpre 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. Além do ex-senador e do deputado federal, também é alvo da investigação o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, conforme revelou a TV Globo.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a existência de um grupo formado por agentes públicos e empresários suspeitos de direcionar licitações para beneficiar uma empresa ligada ao esquema. A apuração envolve recursos provenientes de emendas parlamentares.

De acordo com os investigadores, o suposto grupo teria utilizado o direcionamento de contratos para desviar verbas públicas. Parte dos recursos, ainda conforme a PF, teria sido destinada ao pagamento de vantagens indevidas e à ocultação de patrimônio. A defesa sustenta que aguarda acesso integral aos autos para analisar os fundamentos da decisão e, a partir disso, apresentar manifestação formal sobre o caso.

Mais Lidas