Desenvolvimento

Alckmin destaca avanço de agenda econômica após reunião com Hugo Motta

Segundo o vice-presidente, um dos principais pontos discutidos foi a aprovação do programa de estímulo a data centers, já encaminhado ao Senado Federal

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira (25/2) que o governo está otimista com a tramitação de projetos considerados estratégicos para a economia brasileira. A declaração foi dada após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Segundo Alckmin, um dos principais pontos discutidos foi a aprovação do programa de estímulo a data centers, já encaminhado ao Senado Federal. O vice-presidente agradeceu o esforço dos parlamentares e ressaltou que a votação avançou até a madrugada. “Foi até 1h da madrugada, mas a Câmara aprovou. É um projeto importantíssimo, porque ele vai atrair data center.”

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Alckmin destacou que o Brasil reúne condições estratégicas para se tornar um polo global de infraestrutura digital, especialmente diante da crescente demanda por inteligência artificial (IA). Ele argumentou que, enquanto outros países enfrentam escassez energética, o Brasil dispõe de matriz diversificada e majoritariamente renovável.

“No mundo todo, a dificuldade da inteligência artificial é falta de energia. E o Brasil tem energia abundante e renovável — eólica, solar, biomassa, hidrelétrica”, disse. A expectativa do governo é que o programa fortaleça investimentos em centros de processamento de dados, impulsionando inovação, geração de empregos e ampliação da capacidade tecnológica nacional.

Reta final

Outro tema central da reunião foi o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Alckmin classificou o tratado como histórico e declarou que o governo trabalha para garantir segurança aos setores produtivos. “Estamos otimistas. Esse é um acordo histórico aguardado há mais de 25 anos e o maior acordo entre blocos do mundo. São 720 milhões de pessoas e 22 trilhões de dólares”, destacou.

Para atender preocupações de segmentos da economia, especialmente do agronegócio, o governo pretende regulamentar o capítulo de salvaguardas previsto no acordo. O decreto deve ser encaminhado ainda hoje à Casa Civil, passar por análise de outros ministérios e, posteriormente, seguir para assinatura do presidente da República. “A ideia é que esse decreto seja editado até, pelo menos, a votação no Senado, porque existe uma pressão do agro para que tenha esse conforto”, explicou.

O vice-presidente também defendeu a aprovação do PL 6139, já aprovado no Senado e atualmente em regime de urgência na Câmara. O projeto amplia o fundo garantidor e expande o crédito para exportação.

A proposta ganha relevância em um contexto de ampliação da agenda comercial do bloco sul-americano, que inclui acordos recentes com Singapura e a EFTA, além do tratado com a União Europeia. “É hora de acelerar as exportações no comércio exterior. Esse projeto amplia o fundo garantidor para aumentar o crédito para exportação. Vem ao encontro da agricultura, do agro, da indústria e também de serviços”, afirmou.

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