
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado na manhã desta sexta-feira (13/3) ao Hospital DF Star após apresentar febre, crises de vômito e queda na oxigenação do sangue enquanto estava sob custódia no sistema prisional do Distrito Federal. O diagnóstico ainda não foi concluído pela equipe médica que acompanha o caso.
Segundo nota divulgada pelo advogado Paulo Amador da Cunha Bueno, que integra a defesa do ex-presidente, Bolsonaro foi encaminhado ao hospital para avaliação da equipe liderada pelo médico Leandro Echenique.
“O presidente Bolsonaro foi conduzido ao Hospital DF Star em Brasília nesta manhã, após ter tido febre, crises de vômito e redução significativa de oxigenação no sangue. O diagnóstico ainda não foi concluído pela equipe liderada pelo dr. Leandro Echenique”, afirmou o advogado.
A defesa voltou a sustentar que o quadro clínico reforça a necessidade de que o ex-presidente cumpra pena em regime domiciliar. De acordo com Bueno, a situação de saúde de Bolsonaro exige cuidados que, na avaliação da defesa, não poderiam ser plenamente assegurados no ambiente prisional.
“A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente”, declarou.
O advogado argumentou ainda que episódios como o de hoje já haviam sido mencionados em laudos médicos apresentados anteriormente ao Judiciário, quando a defesa solicitou a conversão da pena para prisão domiciliar, pedido que foi negado pelo relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes.
Bueno também citou como precedente uma decisão recente do próprio Moraes que autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente Fernando Collor de Mello, condenado por corrupção. Segundo o advogado, a medida foi concedida com base em diagnóstico de apneia do sono e sinais iniciais de doença de Parkinson.
“A situação de hoje, que traz um sintoma grave, foi reiteradamente vaticinada inclusive em laudos recentes que instruíram o último pedido de prisão domiciliar, o qual foi sumariamente negado pelo ministro relator”, afirmou.
Em publicação nas redes sociais, a defesa classificou a situação como parte de um processo de “lawfare” e pediu que a recomendação médica sobre eventual custódia domiciliar seja considerada pelo Judiciário.
Até a última atualização, o hospital não havia divulgado boletim médico oficial sobre o estado de saúde de Bolsonaro. O ex-presidente segue fazendo exames.

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