
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou neste sábado (28/3) da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, em inglês), nos Estados Unidos. Na prática, o evento é uma espécie de convenção conservadora e de direita. Diferente do tom moderado que tem adotado em discursos no Brasil, Flávio Bolsonaro praticou um discurso mais agressivo e até se definiu como um "Bolsonaro 2.0" durante o painel que apresentou.
Flávio apostou em um tom antissistema e afirmou que, caso eleito, lutará contra o que chamou de "agenda ambientalista radical", a "agenda woke" e contra os "interesses das elites globais". O político também disse que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enfrentou a "tirania da Covid".
"Ele Jair Bolsonaro lutou contra cartéis de drogas. Ele lutou contra interesses da elite global, contra a agenda ambiental radical, contra a agenda woke que destruiu famílias, mas acima de tudo ele lutou pela liberdade. Meu pai também era aliado de Donald Trump e o último líder mundial a reconhecer Joe Biden ex-presidente dos EUA como presidente", disse o senador.
Memória do pai
Flávio mostrou fotos de quando o pai visitava o presidente americano Donald Trump, na Casa Branca, em 2019, e afirmou que hoje seu pai está preso em um processo parecido com o que passou Trump.
"A acusação formal é semelhante à que o Presidente Donald Trump enfrentou. Mas a verdadeira razão é a mesma. O maior líder político do meu país está preso por defender nossos valores conservadores sem medo e por se opor ao sistema com tudo o que tinha", disse Flávio Bolsonaro.
Flavio disse que Jair Bolsonaro foi preso pelas mesmas pessoas que tiraram o atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da cadeia. "As mesmas pessoas que prenderam meu pai tiraram este homem, o ex-presidente socialista Lula, condenado várias vezes por corrupção, da prisão e o colocaram de volta na presidência. Tudo isso sob uma enxurrada de dinheiro e uma interferência massiva da administração Biden. O resultado? O Brasil está vivendo outra devastadora crise econômica. Uma crise de segurança pública com enorme expansão dos cartéis de narcoterrorismo e múltiplos escândalos de corrupção envolvendo até mesmo membros da família de Lula."
*Com informações da Agência Estado

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