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Lindbergh acusa Gaspar de mentir por negar acusação de crimes

Deputado rebate versão do relator da CPMI do INSS, fala em estupro, trabalho escravo e suborno e exige investigação da Polícia Federal

Após acusações de Gaspar, Lindbergh Farias dá coletiva, contesta versão e pede exame de DNA -  (crédito: Wal Lima/CB/Press)
Após acusações de Gaspar, Lindbergh Farias dá coletiva, contesta versão e pede exame de DNA - (crédito: Wal Lima/CB/Press)

Momentos após o deputado e relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL), acusar o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) de falsas acusações de estupro de menor de idade, o ex-líder do PT realizou uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (31/3) para rebater as declarações.

Logo no início, Lindbergh contestou diretamente a versão apresentada por Gaspar e elevou o tom: “Essa história que ele contou não é a história real. Ele inventou na hora para confundir”.

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Segundo o petista, ele teve acesso às informações por meio de duas jornalistas dois dias antes da leitura do relatório final da CPMI. “Isso chegou pra gente já em apuração”, afirmou. Ele admitiu que pode ter se precipitado ao trazer o tema à tona durante o embate na comissão. “Talvez o meu equívoco tenha sido falar aquilo na hora, mas eu acreditei no que estava sendo apurado”, disse.

Lindbergh também fez um desafio direto ao relator da CPMI ao cobrar prova material. “O único jeito de resolver isso é entregando o material genético à Polícia Federal”, afirmou, ao exigir exame de DNA para esclarecer o caso.

O deputado criticou a explicação apresentada por Gaspar, que atribuiu o episódio a um primo. “Não é essa a história. Ele tentou criar uma versão para confundir”, reforçou.

Durante a coletiva, Lindbergh afirmou que as denúncias envolvem crimes graves. Segundo ele, há relatos que incluem estupro, além de possíveis situações de trabalho análogo à escravidão e tentativa de suborno.

“Estamos falando de algo muito grave. Tem denúncia de estupro, trabalho escravo e tentativa de compra de silêncio”, declarou, sem detalhar os elementos, alegando necessidade de proteger os envolvidos.

Lindbergh disse que já acionou a Polícia Federal com uma queixa-crime por injúria e calúnia contra Gaspar, além de ter ingressado com representação no Conselho de Ética da Câmara. Segundo ele, novos materiais foram entregues às autoridades. “Levamos gravações e outras informações. A investigação precisa avançar”, afirmou ele que também defendeu que o caso permaneça sob responsabilidade da PF.

“A gente quer uma apuração independente”, disse, citando o histórico de Gaspar em cargos no sistema de Justiça em Alagoas.Em tom de confronto, o deputado afirmou que não irá recuar diante das críticas. “Pode processar, eu estou pronto. Nós não vamos nos intimidar. Ele tenta se colocar como vítima, mas a verdade vai aparecer”, finalizou.

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Por Wal Lima
postado em 31/03/2026 20:14
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