NEGOCIAÇÕES

Vieira e Rubio conversam; classificação de facções estava em pauta

Possível classificação nos EUA de facções brasileiras como terroristas embasaram conversa entre as autoridades

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, conversaram por telefone, na noite deste domingo (8/3). O diálogo entre os dois ocorreu em meio às expectativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder da Casa Branca, Donald Trump, marcarem um encontro presencial, em Washington, capital dos EUA.

Até o momento, porém, não há definições de datas, apesar de haver expectativas do Planalto para que essa reunião ocorra na segunda quinzena deste mês. Pesa contra essa previsão, no entanto, o fato de os Estados Unidos ter se envolvido no conflito armado contra o Irã.

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Outro contexto que embasou a conversa entre Vieira e Rubio foi a expectativa dos Estados Unidos classificarem nos próximos dias facções criminosas brasileiras como grupos terroristas estrangeiros. Isso, caso seja efetuado, poderia prejudicar relações comerciais entre Brasil e EUA.

Conversa com Lula

O balanço da conversa por telefone com o secretário Marco Rubio deve ser apresentado pelo chanceler Mauro Vieira ao presidente Lula, nesta segunda-feira (9/3), durante uma reunião no Palácio do Planalto, prevista 17h30.

Antes do encontro com Mauro Vieira, o presidente brasileiro recebeu, no Palácio do Planalto, o presidente da África do Sul, Ramaphosa Cyril. À ocasião, além de fechar acordos comerciais entre os dois países, Lula comentou indiretamente o conflito entre EUA, Irã e Israel, ao afirmar que os drones utilizados no Brasil têm a principal finalidade de fomentar a tecnologia na agricultura. 

"Aqui os nossos drones são para agricultura, para fins de tecnologia e não para guerra”, disse Lula. O presidente afirmou que tanto Brasil quanto América do Sul não prezam pela bomba atômica por se tratar de região “de paz”. 

“Aqui, presidente Ramaphosa, uma coisa importante. Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui ninguém tem bomba nuclear, aqui ninguém tem bomba atômica”, acrescentou.

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