ELEIÇÕES 2026

Leite condiciona candidatura à decisão do PSD: 'Só deixo meu mandato para algo maior'

A sinalização do governador gaúcho ocorre em meio à movimentação interna do partido, que também avalia o nome de Caiado como possível pré-candidato ao Planalto

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou nesta quarta-feira (25/3) que poderá permanecer à frente do Palácio Piratini até o fim do mandato caso não seja o escolhido do partido para disputar a Presidência da República em 2026. A declaração foi feita em São Paulo, no aeroporto de Congonhas, onde desembarcou para uma reunião com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.

A sinalização de Leite ocorre em meio à movimentação interna do PSD, que também avalia o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como possível pré-candidato ao Planalto. Ontem (24), Caiado esteve com Kassab na capital paulista e apresentou sua disposição para a disputa.

“A eleição mais importante até aqui para mim foi a de 2022, que me escolheu governador do Rio Grande do Sul, pela primeira vez um governador reeleito na história do estado. Se eu vou deixar o meu mandato é para algo maior, que é concorrer a presidente da República num contexto que o Brasil precisa de uma alternativa. Se não houver essa possibilidade, eu permaneço no cargo até o final do meu mandato”, afirmou Leite.

O governador também afastou, por ora, qualquer possibilidade de deixar o PSD, apesar das indefinições sobre a candidatura presidencial. Segundo ele, o partido vive um momento decisivo para definir seu posicionamento no cenário nacional.

“Não estou trabalhando com a hipótese de troca de partido, insisto que o PSD vai ter agora o momento de definir como ele se apresenta para o Brasil. Vai ser a primeira eleição presidencial com um candidato do PSD. A gente vai escolher a forma de nos apresentarmos ao país, se nós queremos ser efetivamente alternativa à polarização ou se a gente vai disputar em um dos polos os votos dos eleitores que já parecem estar se consolidando naqueles polos”, declarou.

Nos bastidores, aliados apontam uma inclinação de Kassab por Caiado, mas o dirigente ainda não oficializou qualquer preferência. 

 

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