REAÇÃO

Trad propõe tornar assessor de Trump 'persona non grata' no Brasil

A reação do senador foi por meio das redes sociais, onde classificou a fala como inaceitável e cobrou uma retratação pública

Nelsinho Trad (PSD-MS) é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal e apresentou um requerimento para declarar Paolo Zampolli
Nelsinho Trad (PSD-MS) é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal e apresentou um requerimento para declarar Paolo Zampolli "persona non grata" no Brasil após declarações consideradas ofensivas às mulheres brasileiras. - (crédito: Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), apresentou um requerimento para declarar Paolo Zampolli “persona non grata” no Brasil após declarações consideradas ofensivas às mulheres brasileiras. Ligado ao governo dos Estados Unidos como enviado especial para assuntos globais, Zampolli afirmou, em entrevista à emissora italiana RAI, que as brasileiras seriam “programadas para causar problemas”.

A reação de Trad veio pelas redes sociais, onde classificou a fala como inaceitável e cobrou uma retratação pública. “As mulheres brasileiras são trabalhadoras, honradas e merecem respeito. Não aceitaremos ataques misóginos e xenófobos contra elas, nem ofensas ao Brasil”, escreveu o senador.

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A declaração de Zampolli ocorreu ao comentar acusações feitas por Amanda Ungaro, ex-modelo brasileira e ex-companheira dele por cerca de duas décadas. Durante a entrevista, além da frase sobre mulheres brasileiras, o assessor utilizou termos pejorativos e ofensivos, ampliando a repercussão negativa do episódio.

O caso também provocou reação do governo brasileiro. Em nota divulgada na última sexta-feira (24/4), o Ministério das Mulheres condenou as declarações e afirmou que o discurso reforça o ódio de gênero, além de atacar a dignidade das brasileiras.

No comunicado, a pasta destacou que manifestações misóginas ultrapassam o campo da opinião pessoal e podem configurar crime. “A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência”, afirmou o ministério, ressaltando ainda que ataques contra meninas e mulheres não podem ser relativizados sob o argumento da liberdade de expressão.

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Por Wal Lima
postado em 25/04/2026 17:31
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