IDADE

Lula diz que defesa da democracia e da liberdade o faz 'imune' à velhice

Aos 80 anos, presidente comentou crítica de que estaria "velho" para concorrer a mais um mandato nas eleições de outubro. Petista participou da 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considerou, neste sábado (18/4), que a defesa de causas como a democracia, a liberdade e a igualdade evita que ele se sinta velho. Segundo ele, que respondeu a rumores de que estaria velho para concorrer a mais um mandato nas eleições deste ano, o fato de abraçar uma causa o deixa imune à velhice.

"Tenho 80 anos. Tenho conversado muito com Deus e dito que quero viver 120 anos, porque é preciso provar uma coisa: a gente não fica velho. A gente não fica velho porque os anos passam, vão passar, mas o que envelhece as pessoas é perder a motivação, perder uma causa. (...) A minha causa é a democracia, a liberdade, a igualdade. Minha causa é garantir que todas as pessoas sejam respeitadas", discursou Lula, durante a 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha.

Mais cedo, Lula participou da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona. Na ocasião, ele criticou guerras e o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). "Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. E os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU devem se reunir para mudar o seu comportamento", afirmou.

Ele também destacou que a ONU não pode ficar "silenciosa" ao ver o que está acontecendo no mundo. "O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, o milho no México, a gasolina em outro país. É o pobre que vai pagar a irresponsabilidade de guerras que ninguém quer”.

Compromissos na Europa

Lula cumpre agenda em Barcelona ao lado do presidente da Espanha, Pedro Sánchez, e de outros chefes de Estado. Os dois países firmaram ao todo 15 atos, entre eles está um memorando de entendimento para fortalecer a cooperação no setor de minerais críticos, considerados estratégicos para a transição energética, transformação industrial e  segurança econômica.

Após compromissos em Barcelona, a comitiva de Lula na Europa seguirá à Alemanha para participar da Hannover Messe 2026, maior feira de tecnologia industrial do mundo, prevista para os dias 19 e 20 de abril. Já nos dias 21 e 22 de abril, o presidente brasileiro partirá para Lisboa, em Portugal, onde vai se encontrar com o presidente António José Seguro e o primeiro-ministro português, Luís Montenegro.

Essa é a primeira vez que o líder brasileiro vai à Europa após a oficialização do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Na avaliação do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), os três países visitados por Lula (Espanha, Alemanha e Portugal) foram "fundamentais" para fechar o tratado bilateral entre os blocos.

"Daqui a duas semanas, no dia 1º de maio, terá a vigência provisória do acordo Mercosul União Europeia, o maior acordo entre blocos do mundo. Nós estamos falando de US$ 22 trilhões. Isso é uma oportunidade impressionante para o Brasil atrair mais investimento europeu, vender mais pra União Europeia, vender mais integração produtiva", destacou Alckmin.

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