O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, não poderá ser indicado novamente pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o Plenário do Senado rejeitar a sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Após mais de cinco meses da nomeação, 42 senadores reprovaram o nome ao STF, ante 31 votos.
Diante desse cenário, Lula deverá apontar outra pessoa para ocupar o cargo deixado por ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso, explica André Rosa, cientista político e professor da Universidade do Distrito Federal (UDF).
"Messias é uma pessoa que já tentou ajudar Lula, em outros momentos da carreira política. Apesar de ter relação com um grupo cristão de cunho evangélico, tem mantido perfil mais neutro. É possível que seja eleito. No entanto, caso não seja, a situação se desenrolará em forma de derrota para o governo", explicou o professor.
Para que fosse aprovado e assumisse a posição no STF, Messias precisaria de 41 votos favoráveis no Plenário do Senado.
"Isso pode ainda refletir nas eleições, pois pode indicar Lula como alguém incapaz de articular o parlamento, assim como colocar Messias como uma pessoa de pouca autoridade. Em ano eleitoral, isso seria muito ruim, ainda mais com Fávio Bolsonaro (PL-RJ), tão próximo nas pesquisas. O grande impacto seria na opinião pública", acrescentou.
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