Dia do Trabalhador

Pré-candidatas ao Senado pelo DF discursam contra jornada 6x1 em ato

A senadora Leila Barros (PDT) citou diferença salarial entre homens e mulheres e a deputada Erika Kokay (PT) lembrou de execução de operários em Chicago, no século XIX

A senadora Leila Barros (PDT-DF) discursou em manifestação do Dia do Trabalhador, no Eixão Sul. -  (crédito: Raphael Pati/CB/D.A Press)
A senadora Leila Barros (PDT-DF) discursou em manifestação do Dia do Trabalhador, no Eixão Sul. - (crédito: Raphael Pati/CB/D.A Press)

Durante uma manifestação a favor da redução da jornada 6x1, as pré-candidatas ao Senado pelo campo progressista endossaram, nesta sexta-feira (1/5), o coro pelo fim da escala de trabalho atual. A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) e a senadora Leila Barros (PDT-DF) discursaram no protesto que ocorreu no Eixão Sul, na altura da SQS 106, organizado por movimentos de esquerda.

A senadora, que pretende disputar a reeleição neste ano, disse que lutará pelo fim da escala 6x1 no Congresso e citou tentativas de “precarização e desconstrução” de conquistas dos trabalhadores e levantou o debate sobre a diferença salarial entre homens e mulheres.

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“Eu  reforço mais ainda o meu compromisso com as trabalhadoras, porque sou mulher, sou mãe e sei que, além do trabalho do ofício formal, nós temos uma jornada extenuante. Ao voltar para casa, nós cuidamos dos afazeres domésticos, das nossas famílias e dos nossos filhos", disse Leila Barros.

Já a deputada pelo PT relembrou o enforcamento de trabalhadores de Chicago, em 1886, que foram condenados após protestarem pela redução da carga horária à época para 8 horas diárias, em um período em que as jornadas poderiam chegar a durar até 16 horas. Segundo ela, o Congresso Nacional se mostrou “inimigo do povo” e “não sobreviverá às eleições deste ano”.

“A nossa trabalhadora lembrando a luta dos trabalhadores de Chicago que lutavam para ter direito ao seu próprio tempo, para que o nosso tempo não ficasse à disposição dos interesses de lucro, porque o tempo é nosso", defendeu Kokay.

PL da Dosimetria

Ela ainda criticou a derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria. Por 318 votos contra e 144 a favor, os deputados rejeitaram a manutenção da decisão do chefe do Executivo, enquanto que no Senado o placar foi de 49 a 24 pela derrubada dos vetos, na sessão plenária ocorrida nesta quinta-feira (30/4). A decisão pode reduzir substancialmente as penas dos condenados no 8 de janeiro, inclusive a do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O que eles fizeram ontem foi, na verdade, um ataque à democracia. O que eles fizeram ontem foi uma ode a todos os torturadores que deixaram tantas marcas na pele e na alma deste país. E nós seguiremos em luta para dizer que a democracia é chão básico para todos os direitos e são os direitos que reafirmam a própria democracia”, afirmou a deputada.

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postado em 01/05/2026 16:19
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