
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, referiu-se ao senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como “Bolsonarinho”, ao relacioná-lo, nesta segunda-feira (11/5), com má gestão dos hospitais federais do Rio de Janeiro e supostas cobranças de estacionamento por milícias.
“Todo mundo sabe que quem comandava os hospitais federais do Rio de Janeiro durante o governo anterior é o Bolsonarinho, que hoje está posicionado para ser o candidato a presidente para a defesa desse grupo da extrema direita. (...) Tem um hospital que a gente reestruturou (no Rio), que os trabalhadores tinham que pagar pedágio para a milícia que comandava o estacionamento”, disse Padilha.
A fala ocorreu em conversa com jornalistas, após a sanção do projeto que institui 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
As críticas ao futuro postulante Flávio Bolsonaro às eleições de outubro ocorreram no contexto em que o pré-candidato do PL aparece em empate técnico com o atual presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de acordo com últimas pesquisas de intenção de voto.
De autoria do líder do PT na Câmara, deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), o projeto de lembrança às vítimas da pandemia foi sancionado nesta segunda, por Lula.
Lula critica gestão Bolsonaro
Na assinatura da lei, o petista criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela sua atuação à frente do Planalto durante a pandemia de covid-19, entre os anos de 2020 e 2022, período em que o país registrou mais de 700 mil mortes em decorrência da doença.
“Só tem sentido lembrar algo do passado se a gente conseguir gravar o nome de quem foi o responsável (pelas mortes na pandemia)”, pontuou Lula, em alusão a Bolsonaro.
“Eu nunca, pessoalmente, acusei o ex-presidente Jair Bolsonaro, porque ele, enquanto presidente, tinha o pressuposto de não ser obrigado a entender de tudo. Ele, pelo menos, tinha que ouvir quem sabia do assunto. O que eu reivindicava era que ele ouvisse os principais cientistas para que tivesse orientação (de como agir na pandemia)”, completou o presidente, ao criticar médicos e ex-ministros de Bolsonaro que, à época, corroboraram políticas sem aval da ciência para lidar com a crise sanitária.
"Também foi dito, à época da pandemia, que a vacina contra a covid transformava a pessoa em jacaré. Foi apresentada a vacina como algo de mal para as crianças. Se não der os nomes, as pessoas não vão ser conhecidas. Temos que dar nome aos bois”, defendeu Lula, novamente em crítica a Jair Bolsonaro.

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