
“O Mounjaro precisa ser de acesso a todos”. É com essa frase que o deputado federal Mário Heringer, presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT) em Minas Gerais, defende uma das bandeiras do seu partido na TV: derrubar a exclusividade da patente do remédio para que ele vire um tratamento de saúde pública.
Na propaganda eleitoral, Heringer afirma: "Não está escondido, não. Só não querem que você saiba. Existe um medicamento que resolve grande parte dos problemas de saúde no Brasil", diz ele sobre a Tirzepatida, que é o nome científico do Mounjaro, uma das “canetas emagrecedoras” usadas no tratamento de doenças como obesidade e diabetes.
A ideia do partido é quebrar a patente para que o remédio possa ser comprado por um preço muito menor no Brasil, ajudando quem não tem dinheiro. "As pessoas que não têm recurso vão se beneficiar muito e a saúde do brasileiro vai melhorar muito", afirmou o deputado no vídeo.
Menos internações e cirurgias
Em conversa com o Estado de Minas, Mário Heringer, que também é médico, explicou que sua proposta é baseada no bolso e na saúde do cidadão. Ele criticou o fato de o Brasil ter que esperar 20 anos para poder fabricar o remédio por causa das regras de patente.
"O Mounjaro é um medicamento de ponta, de primeira linha. Ele tem uma patente registrada para 20 anos e o Brasil vai ter que esperar esse tempo todo para ter esse medicamento feito aqui ou com preço mais barato. Nós vamos levar 20 anos para chegar no dia de hoje. Isso é um absurdo", desabafou.
O pré-candidato a deputado federal defendeu que a obesidade não é preguiça, mas sim uma doença que traz outros problemas graves, como diabetes, pressão alta e problemas de visão. Segundo ele, se o SUS distribuísse o remédio, o resultado na saúde pública seria enorme.
"Nós vamos diminuir o número de internações, o número de amputações nas pernas, o número de pessoas que ficam cegas por causa do diabetes e até cirurgias de joelho e quadril por causa do excesso de peso", explicou o médico, lembrando que o remédio também evita infartos e AVCs.
Para o deputado, a mudança é urgente porque o Mounjaro é vendido no Brasil por um dos preços mais altos do mundo, o que impede o acesso da maioria da população.
Cenário estadual
A aposta do PDT na disputa pelo governo estadual é a pré-candidatura de Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte. Última pesquisa divulgada pela Real Time Big Data, divulgada na quinta-feira (21/5), mostra Kalil com 14% das intenções de voto no cenário principal.
O levantamento é liderado isoladamente pelo senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que aparece com 35%, seguido pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB), com 15%. Atrás de Kalil, figuram o atual governador Mateus Simões (PSD), com 11%, e o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, com 6%.
Apesar da competitividade, o ex-prefeito enfrenta o desafio de ter o maior índice de rejeição entre os nomes testados, com 43%. No entanto, em um cenário sem a presença de Cleitinho, que ainda não confirmou oficialmente sua participação, a disputa ganha novos contornos e Kalil aparece em empate técnico pela liderança, registrando 24% das intenções de voto, seguido de perto pelo atual governador Simões (21%) e por Gabriel (19%).

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