
A empresária Isabela Raposeiras, fundadora do Coffeelab e uma das principais referências do ] no Brasil, implementou, em 2025, a escala 4 x 3 nas unidades da rede e colheu aumento de faturamento, maior engajamento das equipes e melhoria operacional. É essa experiência que ela apresenta do seminário Escala 6 x 1: em busca de equilíbrio na jornada de trabalho, que o Correio Braziliense promove hoje, a partir das 9h e com transmissão pelas redes sociais.
O evento reúne especialistas, autoridades, representantes do setor produtivo e da sociedade civil para discutir os desafios e perspectivas das relações de trabalho no Brasil. Além de Isabela Raposeiras, participam, entre outros, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF); os deputados federais Domingos Sávio (PL-MG) e Reginaldo Lopes (PT-MG); e Sandra Kennedy Viana, da Secretaria Nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres.
O debate acontece no auditório do Correio, no Setor de Indústrias Gráficas. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos pelo Sympla.
Isabella tornou-se uma referência nacional no debate sobre novas jornadas de trabalho e produtividade no setor de alimentação e serviços. Isso a tem levado a orientar outros empresários sobre formas mais humanas e eficientes de gestão, mostrando que é possível apoiar mudanças nas relações de trabalho sem abrir mão de resultados e crescimento do negócio.
Ela explica que o motivo de adotar a escala 4 x 3 — nunca houve a 6 x 1 em suas empresas — é porque o atendimento ao consumidor é “muito duro”, pois os clientes maltratam os funcionários. Isabella afirma que precisava diminuir o impacto disso.
“Me arrependi muito de não ter feito antes (a escala 4 x 3) porque, operacionalmente, foi muito melhor. Depois que adotamos a 4 x 3, crescemos 35%, erramos menos, concentramos mais e aumentamos a nossa margem”, garante.
Segundo Isabela, o argumento de que a escala 4 x 3 aumentará os custos não é verdadeiro, pois o custo de rescisão e de ausência do funcionário é maior na escala 6 x 1. “Na verdade, as escalas mais humanas também vão beneficiar o empresário, pois na escala 6 x 1 o índice de falta é grande. Em uma empresa com 10 pessoas, você chega a ter um funcionário faltando 10 vezes ou 10 funcionários faltando um dia cada um. Nas empresas maiores é pior ainda”, adverte.
A discussão vem no momento em que governo e Congresso chegam a um acordo sobre a redução da jornada semanal de trabalho, sem redução salarial. O deputado Leo Prates (Republicanos-BA) divulgou, seu relatório para as duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que acabam com a jornada 6 x 1. O texto estabelece, por exemplo, carga semanal máxima de 40 horas, em uma transição que durará 14 meses. O relatório foi lido na comissão especial na Câmara e a expectativa é de que seja votado no colegiado e no Plenário esta semana.
*Caeteano Yamamoto — estagiário sob a supervisão de Fabio GrecchiSaiba Mais
Danandra Rocha
Repórter de políticaFormada pela Faculdade Anhanguera de Brasília, tem experiência em assessoria, televisão e rádio. É repórter da editoria de Política, na cobertura do Congresso.

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