
Leandro Grass, pré-candidato do PT para o governo do Distrito Federal, negou em nota publicada neste sábado (30) uma composição com o ex-governador do DF José Roberto Arruda (PSD).
"Não procede a informação sobre uma suposta composição de chapa do PT com o ex-governador Arruda", disse Grass em nota. "Seguimos fortes, formando a unidade e crescendo cada dia mais. Nosso programa de governo está sendo construído nas ruas com a população. Derrotaremos o atraso e reconstruiremos o DF", completou o pré-candidato.
Para oficializar sua pré-candidatura, Grass deixou o cargo de presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan), que ocupava desde 2023. A desincompatibilização eleitoral é uma regra da Justiça Eleitoral que obriga ocupantes de cargos no Poder Executivo a deixarem seus postos para disputar eleições.
Sociólogo, professor e mestre em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB), Grass fez carreira como gestor cultural e foi deputado distrital entre 2019 e 2022, quando deixou o cargo para disputar o governo do DF. Acabou em segundo lugar, superado pelo ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), ainda no primeiro turno.
Nessa sexta (29/05), o Correio apurou que o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), articulava nos bastidores uma chapa conjunta com Grass. Arruda, pré-candidato ao comando do Palácio do Buriti, disse a aliados que tem simpatizado com o político do PT e que a estratégia colocaria ambos em condições de liderar os votos.
Não procede a informação sobre uma suposta composição de chapa do PT com o ex-governador Arruda.
— Leandro Grass *?? (@leandrograss) May 30, 2026
Seguimos fortes, formando a unidade e crescendo cada dia mais. Nosso programa de governo está sendo construído nas ruas com a população. Derrotaremos o atraso e reconstruiremos o DF.
José Roberto Arruda foi beneficiado por uma lei aprovada no ano passado que reduziu o período de inelegibilidade dos políticos barrados pela Lei da Ficha Limpa. Há uma expectativa, no entanto, de que esses artigos possam ser reavaliados pelo Supremo Tribunal Federal, com a derrubada da medida e o retorno aos prazos antigos. Isso faria com que o ex-governador ficasse de fora das eleições desse ano.
O julgamento no STF estava em 2x0 para derrubar a nova lei, mas foi interrompido após o ministro Gilmar Mendes pedir vista na última quinta-feira (28/05). Se a nova lei for revogada, Arruda só poderá disputar cargo eletivo a partir de 2030.
