O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, nesta segunda-feira (4/5), que a reunião entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, será a oportunidade dos dois líderes de Estado resolverem tarifas a produtos brasileiros exportados a terras norte-americanas.
"Esse encontro é muito importante, porque o Estados Unidos é o terceiro parceiro comercial do Brasil. (...) A questão tarifária, nós sempre defendemos que tivesse uma relação melhor, aquele tarifário, não tinha sentido, porque os Estados Unidos tem déficit na balança comercial com muitos países do mundo, mas não tem com o Brasil", afirmou Alckmin, em conversa com jornalistas, nesta segunda-feira (4/5), em São Paulo, após participar de um evento na Câmara de Comércio Sueco-Brasileiro.
Prevista para quinta-feira (7/5), a reunião entre Lula e Trump deve tratar de tarifas adicionais de 40% colocadas a alguns produtos brasileiros exportados aos EUA. Essas exportações taxadas com adicional de 40% somam-se à taxa de 10% — definida por Trump como de caráter global nas importações — e resultam no total do chamado 'tarifaço' de 50%.
De acordo com Alckmin, a manutenção desse adicional de 40% não faz sentido racionalmente. " Do G20, só três países, Estados Unidos tem superávit na balança. É, Reino Unido, Austrália e Brasil. Superávit tanto na balança de serviços quanto de bens e de produtos", destacou, ao afirmar torcer para que o encontro entre Trump e Lula fosse recheado de uma "boa química".
Derrota de Messias e críticas à Selic
Além da reunião entre Lula e Trump, Alckmin lamentou o fato de o advogado-Geral da União, Jorge Messias, ter sido derrotado pelo Senado para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). "Uma pessoa preparada, jurista, com experiência, com espírito público, uma vida dedicada ao serviço público, ao serviço público. Mas enfim, isso pede, compete ao Congresso Nacional", comentou.
As falas de Alckmin também abrangeram a redução da taxa básica de juros (Selic) para 14,50% ao ano. Para ele, embora o Banco Central tenha decidido pela queda de 0,25% na Selic, os Brasil ainda tem juros altos. "Esse é um grande problema que nós temos, essa taxa de juros absurdamente alta", apontou o vice-presidente.
