
O advogado e sócio do Pinheiro Neto Advogados José Alexandre Buaiz Neto informou que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a falsificação de medicamentos chega a 19%, durante o evento Propriedade Intelectual na Agenda Pública: O que está em jogo para a Saúde?, promovido pelo Correio Braziliense em parceria com a Interfarma. De acordo com ele, a cada 100 remédio vendidos no Brasil 20 são ou podem ser falsos.
Neto diz que recentemente houve várias ocorrências sobre o mercado de canetas emagrecedoras — medicamentos análogos de GLP-1, como o mounjaro e Ozempic —, que está em evidência, pois o produto tem um valor agregado alto e é relevante para a população brasileira.
De acordo com o convidado, os produtos falsificados correm o risco de ter ingredientes errados, serem ineficazes, dosagens erradas, contaminantes e substâncias tóxicas. Segundo dados da OMS, a pirataria de itens farmacêuticos teria matado 700 mil pessoas. “Principalmente medicamentos usados para malária, para pneumonia, medicamentos menos modernos, mas quando falsificados ele mata as pessoas”, afirmou.
Para o advogado, além dos riscos à saúde do consumidor, medicamentos fraudulentos afetam a confiança do paciente e também interferem nas empresas de inovação desses remédios.
“Quando você perde lucratividade das receitas, a inovação tende a não ter tantos recursos para que se crie novos medicamentos”, explicou.
Neto alerta sobre os riscos da importação paralela. Para o sócio, ela é porta de entrada para a falsificação, pois não tem controle da rastreabilidade e da cadeia da distribuição do produto.
“Vetar completamente a importação paralela não vai ser a solução. Tem que buscar uma forma de controlar, de garantir qualidade e evitar que os preços sejam deteriorados”, frisou.
*Estagiário sob supervisão de Carlos Alexandre de Sousa

Economia
Economia
Economia
Economia
Economia