O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), avaliou, nesta quarta-feira (6/5), que o projeto de lei que trata dos metais críticos, ou terras raras, é “muito estratégico” para o país devido ao grande interesse internacional.
No entanto, ao ser questionado em entrevista à Rádio Câmara se a votação ocorreria ainda este ano, Motta desconversou falando sobre um ritmo “mais puxado” da pauta devido às eleições gerais no segundo semestre.
O parecer de Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) está na pauta do plenário da Casa Baixa, em regime de urgência, e institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O texto é de interesse central na política externa do país e o relator decidiu deixar de fora pontos sem consenso, como o da criação de uma agência para regular o setor, a Terrabras, defendida por alas do PT mas criticada por entidades mineradoras.
“A questão das terras raras, dos metais críticos, é um projeto muito estratégico para o Brasil. Talvez hoje seja o tema internacional que mais desperta o interesse principalmente das potências econômicas do mundo, leia-se Estados Unidos e China”, declarou.
Motta defendeu que o país deve tirar “o máximo de proveito possível dessa riqueza que está incrustada em nosso subsolo”. “O que o projeto faz é que essas empresas que queiram explorar esse grande potencial que o Brasil tem, que venham se instalar aqui.”
“Nós precisamos de ter um projeto moderno para que possamos abrir essa exploração para todas as empresas do mundo, não há aqui interesse de atender um só interesse ou o interesse de um só país”, pontuou o deputado.
Considerado essencial para a produção de eletrônicos, como carros elétricos, o Brasil detém a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo. A China é líder no setor e concentra 68% da produção globais dos minerais.
